Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 24/10/2020
A Constituição Federal de 1988 assegura, a todos os brasileiros, saúde como direito básico. Esse aspecto não deve se limitar apenas a parte física, e sim, abranger a mental também. Infelizmente, o sobrepeso e a obesidade impactam em ambos os fatores, já que além de contribuir para doenças, essa condição atinge a autoestima dessas pessoas, que sobretudo, são vítimas de preconceito. Desse modo, é inegável que essas problemáticas abarcam muitos indivíduos no Brasil, o que acomete não só a área física, mas também mental dessas pessoas. Diante disso, é clara a relevância do tema e a essa situação cabe uma análise.
Antes de tudo, vale salientar que problemas com alimentação e sobrepeso fazem parte da realidade de muitos brasileiros. Nesse caso, é indubitável os casos de identificação como os que ocorrem com Maíra Medeiros. A influenciadora e dona do canal “Nunca te Pedi Nada“ no “Youtube”, que conta com milhares de seguidores, apresenta em seus vídeos questões sobre o assunto, a partir do olhar de uma pessoa gorda. Essa busca por referências e representatividade acontece, pois, segundo a pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) 54% da população está nesse quadro. Em vista disso, é demonstrado os altos índices de sobrepeso no território nacional e quanto isso interfere na vida das pessoas.
Ademais, os aspectos físicos e psicológicos são impactados nos casos de obesidade. Isso é revelado pela área médica, já que essa condição é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças como a diabetes e a hipertensão. Em adição, o filme “Preciosa” revela a realidade de uma jovem gorda e todo o sofrimento que o preconceito e o bullying podem acarretar na vida dessas pessoas, principalmente, durante a adolescência e o período escolar. Nesse caso, esses eventos têm se tornado cada vez mais comuns, já que, como contam os dados da VIGITEL, o índice de sobrepeso aumentou 10% em dez anos. Em suma, é muito preocupante a forma como as pessoas gordas vivem na sociedade brasileira. Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com as escolas públicas e privadas, oferecer um acompanhamento da saúde dos alunos, além de levar informações e formas dos jovens evitarem o sobrepeso. Isso deve acontecer de maneira leve, de forma a promover atividades de interação entre os estudantes e evitar os casos de bullying e preconceito. Isso poderá se dar por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Assim, será possível, a longo prazo, amenizar os índices desses quadros no Brasil e contribuir com a saúde da população,para dessa forma, cumprir o pregado na Carta Magna nacional.