Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 25/10/2020
Segundo Platão, um dos grandes filósofos do Período Clássico, o importante não é só viver, mas viver bem. No Brasil, entretanto, percebe-se um aumento dos índices de obesidade e sobrepeso entre os brasileiros, o que constitui uma problemática a ser analisada atualmente, pois além das dificuldades relacionadas à qualidade de vida, há o preconceito sofrido pela população acima do peso. Desse modo, urge a tomada de medidas a fim de contornar esta triste realidade nacional bem como promover uma vida saudável para os brasileiros.
Em primeira análise, verifica-se que a obesidade e sobrepeso acarretam diversos problemas para o indivíduo. Isso se evidencia a partir do artigo escrito pelo portal da Scielo, segundo o qual o grande acúmulo de gordura na região abdominal eleva em até 10 vezes o risco de ocorrência da diabetes tipo II e em 6 vezes o de hipertensão. Assim, nota-se o caráter nocivo dessa patologia em nossos dias, a qual tende a crescer ainda mais com as novas exigências do mundo contemporâneo, tornando necessária a tomada de mudanças.
Outrossim, nota-se que aumento nos casos de preconceito e discriminação contra a população acima do peso no Brasil acarreta graves consequências para estes indivíduos. Tal fato é perceptível na revisão encabeçada pelo periódico científico Nature Medicine, em que a chamada gordofobia acarreta nas vítimas o aumento de sintomas depressivos, de altos índices de ansiedade, baixa autoestima, entre outros. Dessa maneira, percebe-se a necessidade de reeducar a sociedade brasileira a fim de evitar a ocorrência dessas atitudes nocivas e marginalizadoras.
Portanto, com a finalidade de contornar a situação de obesidade e sobrepeso entre os brasileiros atualmente, bem como combater suas derivações, o Ministério da Saúde, em parceria com a mídia nacional, deve elaborar campanhas de conscientização social, por meio de vídeos curtos durante os intervalos comerciais, com a participação de nutricionistas e médicos, a fim de conscientizar o tecido social sobre a necessidade da adoção de práticas e alimentação saudáveis para, assim, melhorar a qualidade de vida. Ademais, tais agentes devem criar campanhas de combate às atividades preconceituosas de parcela da população, por meio de propagandas nos ambientes virtuais que demonstrem as trágicas consequências destes atos para a população acima do peso. Espera-se, com isso, combater essa enfermidade e a discriminação contra os enfermos no Brasil, bem como materializar no país as palavras do filósofo grego clássico.