Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 30/10/2020

Segundo a Organização Mundial de Saúde a obesidade é hoje a segunda maior causa de morte e sua presença em 17% da população é um fator alarmante. Com efeito, é indispensável seu combate, tanto pela sua relação a doenças cardiovasculares, quanto pelos problemas psicossociais carregados por ela. Dessa forma, pode-se analisar a importância da reversão do mau hábito alimentar e do preconceito para mitigação desse grande impasse de saúde pública.

Em primeiro lugar, o aumento da busca por fast-foods, favorece a obesidade. Nesse sentido, o documentário “dieta do palhaço”, para mostrar as consequências do consumo exagerado de tal alimento, desafiou o protagonista ao consumo exclusivo de Mc Donald’s, o qual apresentou aumento de peso e complicações, como vômitos e diarreias. Sendo assim, tendo em vista a importância do combate a obesidade, faz-se imprescindível medidas de reversão dos hábitos alimentares, pois, além de ser um dos principais fatores da acentuação de sobrepesos no Brasil, evidentemente, também agrava ainda mais o quadro clínico de tais.

Em segundo lugar, o preconceito é um fator determinante para a permanência do problema. Nesse contexto, Pierre Bourdieu afirma que toda sociedade incorpora padrões impostos, os quais reproduzem ao longo das gerações, logo, a ideia errônea que relaciona a obesidade ao “desleixo” faz a sociedade passar a tratar as vítimas dessa doença como culpadas. Com isso, cria-se o preconceito enraizado, de que obesos são pessoas irresponsáveis e, consequentemente, aumenta os índices de baixa autoestima e retração social nesse grupo, dificultando ainda mais a busca por ajuda.

Dessarte, medidas são necessárias para mitigar o impasse, por isso, o Ministério da Saúde deve, por meio da criação do programa “alimento de corpo e mente”, ampliar a oferta de nutricionistas e psicólogos para o atendimento de sobrepesos nas unidades de PSF. Desse modo, tais profissionais buscarão reverter o mau hábito alimentar e tratar os problemas psicológicos gerados pelo preconceito, afim de poder, além de diminuir o valor da balança, levar verdadeiramente uma vida mais digna e saudável para milhões de brasileiros.