Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 31/10/2020
O filme “O mínimo para viver”, da Netflix, conta a história de uma menina que sofria de anorexia, distúrbio alimentar que leva a pessoa a querer abaixar cada vez mais seu peso, a exagerar nas atividades físicas e a usar medicamentos laxantes e diuréticos. Dessa forma, mostra que o indivíduo aparentar estar gordo ou magro não tem relação com a saúde do mesmo, fato que não é observado pela sociedade em geral. Logo, muitas pessoas que possuem uma estrutura maior acabam sofrendo preconceito, levando-as a, principalmente, problemas psicológicos, o que evidencia a importância do assunto para o debate público.
Convém ressaltar, de início, que a saúde de uma pessoa não deve ser julgada pela aparência, mas pelo estilo de vida. Certamente, com a globalização, redes de “fast food”, que oferecem comida rápida e barata, influenciaram muitas pessoas a adotarem um estilo de vida sedentário e alimentação inadequada. Entretanto, de acordo com o psicólogo norte - americano Willian Sheldon, existem indivíduos que possuem estrutura óssea mais larga, logo, podem nunca atingir o padrão de beleza atual, especialmente o das mulheres.
Em decorrência disso, muitos sofrem preconceito. A situação desconfortável pode gerar transtornos psicológicos, como depressão, anorexia e até mesmo a compulsão alimentar por alimentos doces e gordurosos. Segundo Yuval Harari, em seu livro “Sapiens - Uma breve história da humanidade”, a tendência pelo consumo de alimentos doces é intrínseco aos seres humanos, característica que pode ser potencializada por problemas psicológicos ou pelo estilo de vida.
Portanto, cabe às grandes emissoras e aos grandes portais mostrar ao público a importância de cuidar da saúde, por meio de reportagens, artigos e entrevistas com profissionais da saúde, a fim de melhorar a vida da população.Os materiais publicados devem passar dicas de exercícios diários, dieta, receitas saudáveis e mostrar que cada um possui um corpo diferente. Dessa maneira, menos pessoas sofrerão distúrbios como a protagonista do filme.