Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 06/11/2020
Na era pós-globalização, é notório que o excesso de peso se tornou um dos maiores problemas de saúde publica no mundo. Nesse contexto, no Brasil, em virtude do sedentarismo e do consumo desnecessário, o índice de obesidade mostra-se progressor. Sob essa ótica, uma série de eventos desfavoráveis é desencadeada sobre o indivíduo, não somente no aspecto físico da saúde, como também no mental. Dessa forma, é necessária a discussão acerca da complexidade social vivenciada pelas pessoas obesas - amiúdes vítimas de preconceitos.
Dentro do âmbito, as Revoluções Industriais catalisaram a produção alimentícia que se fortalece a partir das inovações e tecnologias - as quais visam o aumento de seu rendimento. Nessa pauta, a influência capitalista instigou o aflorar dos alimentos processados e do danoso modo de vida sedentário - uns dos principais responsáveis pela taxa de sobrepeso da população. Sob esse prisma, é inegável que a alimentação desequilibrada, somada à inércia física, implica maiores riscos de doenças cardiovasculares e de cânceres infaustos. Em tese, a sistematização do lucro empresarial modelou uma sociedade revestida pelas instantaneidades e facilitações diárias, sobretudo em torno das comidas industrializadas calóricas e da letargia social.
Além disso, no cenário hodierno, frequentemente os cidadãos que possuem excesso de peso e não se encaixam nos padrões estéticos ditados pela coletividade, enfrentam preconceitos e julgamentos sociais. Assim, muitos optam por ingerir medicamentos ou realizar dietas rígidas que, sem acompanhamento médico, são atitudes extremamente nocivas à própria saúde. Desse modo, considera-se que o complexo de inferioridade e não aceitação do corpo é uma das causas de diversos problemas psicológicos, como as depressões, e outras terríveis circunstâncias adversas - a exemplos da anorexia e da bulimia.
Diante dos expostos, medidas devem ser tomadas para coibir os obstáculos causados pela obesidade. Nesse sentido, é de extrema importância que o Estado, juntamente ao Ministério da Cidadania, fortifique os meios públicos de atividades físicas para a população - a fim de minimizar o sedentarismo de muitos indivíduos. Ademais, é fundamental a promoção de palestras - com apoio de profissionais - nas escolas, que visem à construção de uma visão não preconceituosa acerca da obesidade. Logo, será possível combater os efeitos causados pela problemática.