Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 07/11/2020

Atualmente, no Brasil, cerca de 32% e 20% da população enfrenta o sobrepeso e a obesidade, respectivamente. Visto que, utiliza a comida para compensar a falta de prazer que sente em sua vida, por meio do prazer instantâneo que a comida proporciona, inicia-se, então, um ciclo vicioso, que resulta no aumento do peso. Com isso, as pessoas além de serem sujeitas a doenças como: hipertensão e diabetes são também, alvos de humilhações por sua corpulência.

Convém analisar, de início, que a rotina contemporânea corrobora para o aumento da obesidade. Pois, muitas pessoas não possuem tempo para se alimentarem bem e optam por fast food. Em virtude disso, as empresas alimentícias usam essa falta de tempo ao seu favor, na qual influencia a população a consumir produtos industrializados, por meio de propagandas e promoções. Segundo a POF-Pesquisas de Orçamentos Familiares, entre 2017 e 2018, o aumento do consumo de fast food foi de 10,5% para 17%. Dessa forma, fica evidente, que o aumento do consumo desses produtos aliado à persuasão da indústria propicia a obesidade.

Além disso, outro problema é o preconceito com as pessoas acima do peso, chamado de gordofobia. Isso ocorre devido à mídia rotular que apenas o corpo magro é belo, desse modo, pessoas que estão fora desse padrão são consideradas desprovidas de beleza e sofrem discriminação. Conforme Émile Durkheim, sociólogo francês, essa ocorrência é coercitiva, ou melhor, são ações padronizadas de uma sociedade que são impostas aos indivíduos integrantes, obrigando-lhes a cumpri-las. Dessa maneira, é preciso desconstruir essa padronização, para que não haja a exclusão dos obesos.

Logo, cabe às empresas alimentícias diminuir as propagandas de produtos com alto teor calórico e conscientizar o consumidor do que irá ingerir, para que, ele saiba dos males que tal alimento causaria a sua saúde. Essa conscientização seria por meio da descrição detalhada dos ingredientes na parte frontal da embalagem, com letras grandes e chamativas. Ademais, cabe à mídia levantar debates sobre o preconceito, a fim de mostrar que não é preciso ser magro para ser bonito e assim, desconstruir esse estereótipo. Essas discussões seriam por meio de programas de entretenimento que abordem do assunto, veiculadas na televisão.