Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 06/11/2020

De acordo com a pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2020, cerca de 25,7% da população é obesa. Dessa forma, pode-se notar que é uma situação comum e que deve ser tratada com a devida importância. A obesidade e o sobrepeso afetam a vida dos indivíduos, já que geram problemas de saúde, sejam físicos ou mentais, por meio do desenvolvimento de doenças e devido ao constante preconceito sofrido. À vista disso, medidas devem ser tomadas para atenuar as mazelas existentes.

A princípio, deve-se analisar os efeitos do sobrepeso e obesidade na saúde física. Estes, tornam-se fatores de risco para o surgimento de diversas doenças, dentre elas diabetes, problemas no trato digestivo, hipertensão e até mesmo câncer. Além disso, o esforço realizado para movimentar-se gera cansaço e pode causar distúrbios como artrose e osteoporose. Tudo isso interfere na qualidade de vida do indivíduo, que muitas vezes fica impossibilitado de trabalhar e mesmo realizar atividades de lazer, por essa razão, fica dependente da ajuda de outras pessoas. Portanto, é extremamente necessário uma mudança no estilo de vida e também o acompanhamento médico, para que se possa evitar tais problemas.

Ademais, a obesidade atinge também a saúde psicológica, já que pessoas gordas e obesas encontram inúmeros desafios causados pela gordofobia. Dentre eles, a falta de acessibilidade no transporte público,escritórios,restaurantes e outros ambientes que não estão preparados para acomodá-las, e ainda, a disseminação de preconceito por meio de piadas, julgamentos e críticas recebidas. Isso está associado com sintomas depressivos, altos índices de ansiedade, baixa autoestima, isolamento social e transtornos alimentares. Como exemplo,a bulimia é um transtorno alimentar grave,marcado por compulsão,seguido de métodos para evitar o ganho de peso.É geralmente causado pela incessável busca de alcançar padrões estéticos perfeitos estabelecidos pela sociedade.

Portanto, por ser um problema de ordem pública, cabe ao Governo através do Ministério da Saúde, investir no auxílio médico e alimentar pela contratação de profissionais qualificados da área em hospitais e clínicas públicas, com o propósito de promover uma vida mais saudável. Além disso, compete também aos Órgãos Governamentais a realização de campanhas de conscientização, ministrando palestras mediadas por especialistas em escolas e faculdades, bem como projetos publicitários por meio das mídias sociais, para que se possa diminuir a gordofobia, aumentar a autoaceitação e oferecer informações sobre o assunto. Assim, a população manterá hábitos mais saudáveis e a dignidade cidadã será garantida.