Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 07/11/2020

Nas últimas décadas, a tecnologia evoluiu de maneira muito rápida, o que trouxe drásticas mudanças no estilo de vida da população contemporânea. Diante disso, Os países menos desenvolvidos que, incapacitados de organizar e seguir o ritmo das evoluções, sofreram com o surgimento de novos problemas relacionado a saúde e a sociedade, como a obesidade e sobrepeso e ,como consequência, gordofobia. Para evitar tais problemas é preciso impor limite ao preconceito e propagar, somente, a visão da saúde.

Observa-se, em primeira instância, que até o início do século XX, ser gordo indicava riqueza, fartura e saúde. Isso porque apenas as famílias mais ricas eram capazes de ter gastos, além do suficiente, com a alimentação. Todavia, com a mudança do discurso médico, o sobrepeso passou a ser associado a doenças e o corpo magro passou a ser sinônimo de saúde, desde então, o padrão começou a mudar. No decorrer dos anos 2000, essa inversão ficou mais evidente com a comodidade traga pela vida urbana e tecnológica e a praticidade das refeições “fast food”. Em conclusão, a população com menos renda engorda enquanto a classe alta tem a possibilidade de gastar o dinheiro para cuidar do corpo ao frequentar academias ou consumir alimentos mais saudáveis.

Deve-se abordar, ainda, que as doenças estão relacionadas ao estado de obesidade mas não necessariamente de sobrepeso e que é importante separar a questão do emagrecimento para a saúde e para satisfação social. Contudo, a ideia do corpo magro e saudável vem sendo cada vez mais difundido em diversos meios, o que contribui para o fortalecimento do padrão quase tirânico de beleza que Nilda a mentalidade de muitos jovens. Um exemplo dessa influência é a boneca Barbie. Apesar de já estar em vigor há mais de 50 anos, começou a incluir modelos gordas apenas nos últimos anos. E, devido a essa falta de representatividade que muitas meninas sobrepeso, desde novas, são vítimas de ataques preconceituosos relacionados a seu corpo

Fica claro, portanto, que o governo precisa saber lidar com os distúrbios de obesidade como também com os preconceitos que assolam a população gorda a fim de resolver diversos problemas de âmbitos diferentes.. Isso será possível por meio de políticas, que tornam alimentos mais saudáveis mais acessíveis e punam vítimas de gordofobia, e campanhas que divulguem as informações necessárias sobre as doenças relacionadas à obesidade e propaguem a ideia de diferentes tipo de beleza de maneira ética.