Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 06/11/2020

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2019, uma em cada quatro pessoas de 18 anos ou mais de idade estava obesa, os números continuam crescendo de forma assustadora. Dessa maneira, a obesidade é uma doença grave a ser tratada que aumentou nas últimas décadas devido ao novo estilo de vida sedentário das novas gerações. Além disso, é necessário enfatizar a problemática, no que se diz respeito ao preconceito estrutural da gordofobia.

Em primeira análise, a mídia é responsável por grande parte dessa gordofobia internalizada, tratada de forma natural pela sociedade. Desde os anos 2000, humoristas fazem uso da doença para entreter o público, encenando certos papéis teatrais na televisão praticando explicitamente o preconceito, principalmente por meio dos diálogos. Isso transformou a prática em algo cômico e de uso comum, e faz com que as pessoas não vejam a crueldade em criticar a aparência de alguém por puro entretenimento. Disfarçam o preconceito através de uma certa preocupação com a saúde do outro, tornando-o ainda mais velado e estrutural. Para ilustrar tal situação, a influenciadora Alexandra Gurgel foi vítima de piadas sobre seu peso pelo humorista Danilo Gentili, grande nome da comédia brasileira, nas redes sociais. O que também mostra sua falta de cuidado e responsabilidade, tendo em mente seu público e sua tamanha influência.

Outrossim, o estilo de vida atual promove e contribui, indubitavelmente, para agravar o quadro da obesidade no país. As novas tecnologias estão presentes também na alimentação, visto que os alimentos transgênicos e industrializados estão cada vez mais em alta na sociedade. As pessoas, estando em uma rotina intensa, procuram refeições práticas e rápidas, mas na maioria das vezes, não saudáveis. A chef e nutricionista Bela Gil menciona “Eu acredito que podemos mudar o mundo através da alimentação”. Nutrir-se bem é sinônimo de qualidade de vida e é necessário que todos prezem por isso.

Por conseguinte, é de extrema importância que o Ministério da Saúde promova campanhas em prol da boa alimentação como um estilo de vida a ser levado, por meio dos veículos de comunicação (televisão, redes sociais, etc), a fim de conscientizar as pessoas, especialmente crianças, as quais são a parcela da população de maior influência. Além disso, o Ministério das Comunicações deve limitar o que pode ser dito em programas de televisão para que não se pratique mais, muito menos de forma natural, a gordofobia.