Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 05/11/2020

De acordo com a Constituição Federal do Brasil, é dever do Governo assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de pessoas com obesidade, obesidade severa ou mórbida, atendimento prioritário, acessibilidade em locais públicos e privados. Entretanto, o não cumprimento dessa lei se torna evidente, visto que o aumento de pessoas com uma alimentação inadequada e o crescimento do sedentarismo é notável. Torna-se simplório acreditar que o problema do sobrepeso no Brasil não vem sendo negligenciado ao longo dos anos.

Em primeiro lugar, é indubitável que a questão da maioria das pessoas terem uma má alimentação no país e suas aplicações esteja entre os fatores que atenuam o problema de a falta de conhecimento da população estar “doente”. Nesse contexto, é importante enfatizar que o Governo não vem levando esse problema a sério, sendo assim, negligente com a sociedade brasileira, dessarte, induzindo em comportamentos inadequados contra os brasileiros.

Além disso, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, “não são as crises que mudam o mundo e sim nossa ação frente a elas”, desse modo, faz-se mister, ainda, salientar que o aumento de ciclos negativos repetitivos, ou seja, o imbróglio do crescimento da obesidade no Brasil, ao longo dos anos, como impulsionador da falta de sapiência de tal ato no corpo social. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, a falta de conhecimento das relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivenciada no século XXI, assim sendo, uma produção fugaz, frágil e maleável como os líquidos. À vista disso, a ONU divulgou que cerca de 4 milhões de pessoas ao redor do mundo morrem de obesidade todos os anos, sendo que no Brasil, mais da metade da população, cerca de 55,7% tem excesso de peso, e a maioria está na faixa etária de 18 a 24 anos, já no grupo da faixa etária de 40 a 59 anos os números são maiores, sendo 70,3 % na pesquisa realizada em 2019, tratando-se de uma ação que pode mudar rapidamente, pois nada é feito para durar, para ser “sólido”.

Destarte, depreende-se, essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata. Compreende-se, portanto, a necessidade de se combater a falta de preparo da sociedade brasileira sobre esse imbróglio. Dado o exposto, cabe ao Ministério da Saúde - ramo do Estado responsável pela prevenção e assistência à saúde dos brasileiros- inserir, nas escolas, desde a tenra idade, palestras sobre os problemas e as soluções do sobrepeso, de cunho obrigatório em função de sua necessidade, além de difundir campanhas instrucionais, por meio das mídias de grande alcance, para que aja em busca de uma qualidade de vida melhor. Espera-se, com isso, que o Brasil possa contornar essas crises por meio dessas reações, para garantir a ordem e o progresso.