Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 06/11/2020

A Revolução Industrial, ocorrida no século XVIII na Inglaterra foi fator preponderante para o aumento progressivo da obesidade nos indivíduos de todo o mundo.Uma vez que, ao instituir as indústrias e extinguir majoritariamente a mão de obra manufaturada, acelerou a vida dos trabalhadores, que, desde então tem predileção por alimentos rápidos e consequentemente mais calóricos. Em decorrência de tal fato, tem-se inúmeros problemas de saúde e também o preconceito existente nas pessoas, sustentado pelo capitalismo que defende o corpo magro como saudável e de maneira consecutiva o gordo como doente.

É relevante abordar, primeiramente, a diferença entre sobrepeso e obesidade. Na qual, a primeira é identificada quando o IMC (Índice de Massa Corporal) está entre 25 e 30, já a segunda quando este valor supera 30. Uma das consequências e um grave problema é que a maioria dos brasileiros não sabe que estão com sua taxa glicêmica alterada, já que não existem sintomas visíveis. Portanto, a pessoa não conseguirá tratar de maneira imediata, o que acarretará uma série de outras complicações como problemas reumatológicos, ortopédicos, doenças cardiovasculares e até câncer.

Ademais é importante ressaltar que o capitalismo contribui de forma extremamente relevante para conservação do preconceito da sociedade, e traz danos à saúde mental e psicológica do indivíduo com sobrepeso ou obesidade. E, assim como a questão da obesidade, o culto aos padrões é um grave problema na medida em que, por muitas vezes, fere àqueles - principalmente mulheres - que lutam para atingir determinado corpo, quando, na verdade, deveriam buscar restabelecer sua saúde.

Infere-se, portanto, a premência em buscar soluções viáveis para resolver tal impasse. A ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) em parceria com o Governo Federal, deve, realizar um trabalho educativo e informativo, tanto nas escolas para crianças e pré-adolescentes, quanto em centros comunitários para adultos. Para que, por meio de palestras e encontros interativos com a presença de profissionais da área - como nutricionistas, médicos, psicólogo, educadores físicos e pedagogos - eles entendam a importância de cuidar de sua alimentação e aliá-la a execícios físicos como forma de manutenção de sua saúde. Além disso o Departamento Nacional de Propaganda precisa fiscalizar de forma intensa as propagandas nos diferentes veículos midiáticos. Dessa forma, as próximas gerações serão mais conscientes em relação ao tema abordado.