Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 09/11/2020

A obesidade infantil é um dos principais fatores que põe em risco o futuro das crianças brasileiras. É sabido que em algumas situações, a obesidade  possui influência biológica. No entanto, uma dieta alimentar composta de alimentos com altas taxas de sódio e açúcar são os agentes mais comuns para o desenvolvimento da obesidade precoce. Ademais, a publicidade infantil é o meio usado pelas empresas para influenciar o consumo cada vez maior de alimentos industrializados por crianças, das quais são estimuladas a adquirir produtos associados à personagens de desenhos.

Primeiramente, é comum que os responsáveis tentem barganhar com as crianças por meio de alimentos industrializados afim de atingir um objetivo. Porém, essa atitude influência no comportamento da criança de forma negativa devido à associação do alimento com uma recompensa, ao passo que a criança desenvolve o hábito de consumir esses alimentos, a chance de se tornar obesa e propensa à doenças aumenta. A situação é preocupante, pois, essas crianças possuem maior probabilidade de tornarem-se adultos obesos, segundo a pesquisa realizada pelo Ministério de Saúde, em que 89% dos adultos obesos estiveram acima do peso durante a infância.

Além disso, a publicidade infantil é agressiva e constante no cotidiano da população graças à ausência de fiscalização por órgãos públicos. Tais estratégias usadas por empresas de grande porte são abusivas assim que a vulnerabilidade do público infantil e sua dificuldade de compreender o que é melhor para sua saúde é usada com o objetivo de lucrar. É comum que os produtos ultraprocessados possuam imagens de personagens de filmes famosos para atrair o público com a menor faixa etária. Modelo disto são os lanches de grandes redes de fast-food, como McDonald e Habibs, em que o alimento é acompanhado por um brinde relacionado à filmes infantis populares no período.

Portanto, para que a formação de hábitos alimentares deficientes e a publicidade infantil abusiva seja evitada é mister que o Ministério de Saúde em parceria com o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) crie estratégias mais eficientes. Para tal, é necessário que todas crianças tenham acesso à aulas de culinária administrada por uma nutricionista, cujo objetivo é ensinar o preparo de refeições mais saudáveis para que, assim, haja a indução para o meio familiar. Outrossim, é de suma importância que Poder Legislativo reformule as normas relacionadas à propagandas voltadas para o público infantil a fim de reduzir o risco de influência sobre estes para que, deste modo, a  alimentação saudável predomine entre os jovens e a obesidade infantil seja erradicada.