Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 09/11/2020

Na Idade Média a obesidade era sinônimo de beleza, fartura e riqueza. Porém, atualmente, o excesso de peso passou a ser considerado como um problema de saúde pública, visto que é classificado como um dos principais fatores etiológicos de diversas doenças. De acordo com as pesquisas de Vigitel, houve um aumento de 10% do número de obesos no Brasil. Dessa forma, o estilo de vida de vários brasileiros que estão combinado de uma má alimentação e sedentarismo são os fatores chaves para um acréscimo no índice de sobrepeso no país. Primeiramente, é preciso citar a alimentação desbalanceada que faz parte da rotina de grande parte dos brasileiros. A partir do final do século XIII, começaram a surgir os alimentos industrializados que possuem grande quantidade de açúcar, gordura e sal, desde então esses produtos vem sendo inseridos na nossa alimentação cotidiana, contribuindo para o aumento de peso da população. Ademais, com o processo de urbanização e mecanização de trabalhos braçais, o sedentarismo se torna cada vez mais presente, contribuindo para o desenvolvimento de sobrepeso e, consequentemente, à obesidade, visto que com menos atividade física o gasto energético é menor e, assim, o saldo calórico será positivo, causando o acumulo de tecido adiposo (gordura). Entretanto, muitos fatores dificultam a resolução dessa problemática. No Brasil, são praticamente inexistentes políticas públicas que visem à educação alimentar, de forma que a maioria das pessoas nem sabe as quantidades adequadas de nutrientes que devem consumir. Além disso, é baixo o investimento do governo em infraestruturas esportivas como ciclovias, por exemplo, desmotivando a prática de atividades físicas. Portanto, medidas são necessárias para amenizar esses problemas. Segundo Immanuel Kant o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Desse modo, o Ministério da Educação deve inserir no conteúdo programático das escolas, de ensino fundamental e médio, conteúdos sobre educação alimentar. Outrossim, as prefeituras devem destinar parte do IPTU para a criação de ciclovias e academias ao ar livre locais, e caso não seja possível, deve-se fazer parcerias com ginásios privados, concedendo bolsas para pessoas acima do peso.