Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 08/11/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem estar social. Conquanto, a obesidade impossibilita que parte da população desfrute deste direito universal na prática. Esse cenário antagônico é fruto tanto de maus hábitos alimentares quanto do sedentarismo.
Em primeiro plano, como dizia Bela Gil, chef e nutricionista, “Eu acredito que podemos mudar o mundo através da alimentação”. Ademais, um levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), mostrou que oito em cada dez brasileiros realizam esforços para manter a alimentação saudável. Além disso, a pesquisa mostrou que a maneira mais funcional que encontram para fazer uma reeducação alimentar, é comendo mais produtos frescos e ricos nutricionalmente. Nessa perspectiva, investir em uma alimentação equilibrada é primordial para que se alcance uma qualidade de vida melhor.
Em segundo plano, faz-se mister salientar, ainda, o sedentarismo como impulsionador do sobrepeso. Nesse sentido, segundo estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) na América Latina, o Brasil é o país com o maior índice de sedentarismo - 47% da população não praticam atividade física suficiente para se manter saudável. Diante disso, também há o agravamento de doenças cardiovasculares, osteoporose, diabetes, aumento do colesterol, hipertensão arterial, infarto do miocárdio, entre outras.
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, cabe ao Governo incentivar práticas saudáveis, através de maratonas de corrida, academias públicas ao ar livre, de forma que seja acessível a toda população. O fito de tal ação é gerar uma mudança comportamental na sociedade, associada a uma boa alimentação, assegurando o bem-estar.