Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 06/11/2020
Após um ser humano ingerir alimentos que contenham altas doses de lipídios, boa parte dessa gordura ficará armazenada nos seus tecidos da pele, a fim de, serem usadas como energia caso o indivíduo necessite. Sendo assim, quando o cidadão consome calorias em um proporção maior do que consegue perder, ocorre um acúmulo de gordura em seu organismo, o que resulta em um sobrepeso. No atual século XXI, o pensamento capitalista e a falta de tempo da população, influencia diretamente nos índices de obesidade. Como consequência, a saúde daqueles cidadãos considerados acima do peso, se torna defasada. Logo, ações devem ser efetivadas para mitigar esse impasse.
Primeiramente, desde o processo revolucionário industrial, a ideia de se adquirir lucro, a cima de qualquer coisa, se intensifica cada vez mais. Diante disso, muitos indivíduos alienados aos seus trabalhos e a suas rotinas conturbadas, não dedicam tempo para cuidarem de seus bem-estares. De acordo com o filósofo inglês Confúcio: “O homem joga sua saúde fora para conseguir dinheiro, depois usa o dinheiro para reconquista-la novamente’’. Dessa forma, obter uma alimentação saudável ao invés de comer comidas rápidas disponibilizadas por lanchonetes, praticar atividades físicas e evitar a utilização de automóveis para se locomover, são algumas atitudes que auxiliam na diminuição do sobrepeso e que não são praticadas por uma considerável parte dos cidadãos.
Outrossim, a obesidade gera consequências para a qualidade de vida das pessoas que sofrem com essa doença. Como resultado do sobrepeso, o indivíduo pode apresentar problemas de hipertensão, diabetes e depressão (devido aos padrões magros instaurados na sociedade e o preconceito em aceitar o seu próprio corpo). Segundo o médico Dráuzio Varella: “52% dos adultos no Brasil, estão a cima do peso indicado para a sua saúde”. Mediante a esse fato, mais da metade da população brasileira apresenta riscos à saúde. Desse modo, medidas são necessárias para uma melhoria na vida dos cidadãos.
Portanto, cabe a Organização Mundial da Saúde (OMS), por meio de campanhas, conscientizar a população sobre os riscos da obesidade. Com a finalidade de, as pessoas abandonarem seus pensamentos capitalistas, melhorarem seus hábitos alimentares e diminuírem o sedentarismo. Somente assim, será possível acabar com o sobrepeso e seus problemas derivados dessa doença.