Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 07/11/2020
No contexto histórico da Idade Média, o ideal de beleza ocidental, segundo historiadores, consistia em um indivíduo corpulento, com um maior índice de massa corporal. Entretanto, no Brasil, os padrões modificaram-se, o que gerou, como consequência, o paradoxo entre o conceito de saúde e o preconceito voltado às pessoas fora dos ideais construídos, principalmente os obesos. Isso posto, tal conjuntura tornou-se um desafio de saúde pública, pois o sobrepeso pode acarretar prejuízos físicos e psicológicos. Dessa forma, é necessário mitigar as causas dessas problemáticas, tais quais a indústria midiática e a escassez de recursos para manter uma rotina saudável.
Sob esse viés, no filme norte-americano “Meninas malvadas”, é retratada a busca por alcançar o corpo perfeito pelas protagonistas como um meio de aceitação social. Nesse tocante, esse tipo de discurso fomentado pela mídia corrobora a discriminação aos que apresentam sobrepeso, o que pode acometer a incidência de “bullying”, nas escolas e nos ambientes de trabalho, contra esses indivíduos. Haja vista o caráter violento e injusto desse tipo de violação dos direitos do cidadão, muitas das vítimas adquirem transtornos mentais, como depressão e ansiedade, em virtude do preconceito sofrido diariamente. Portanto, é imprescindível que a educação conscientize o povo acerca da desconstrução dos padrões vigentes.
Outrossim, em decorrência do imediatismo desenvolvido após a Revolução Técnico-Científica, o sedentarismo aumentou no meio social, tendo em vista a rotina cansativa adquirida por grande parte das pessoas e a falta de recursos para pagar pela execução de exercícios variados, como em academias. Esse fato contribui diretamente para a maior ocorrência de doenças cardiovasculares e diabetes, as quais comprometem a atividade orgânica natural do indivíduo em questão e o bem-estar social. Desse modo, é importante que o Estado auxilie na maior busca por atividades corporais pelo povo, com a finalidade de melhorar a saúde física e minimizar o número de doenças relacionadas à obesidade.
Destarte, é impreterível haver uma mudança nessa situação presente no Brasil hodierno. Para isso, as escolas públicas e privadas devem investir na conscientização de crianças e adolescentes, por meio de palestras e debates em salas de aula, os quais visem desconstruir a idealização do corpo perfeito, a fim de minorar o preconceito voltado a parcela da população que está fora dos padrões. Ademais, as Secretarias de Saúde Pública de cada cidade deve motivar essas atividades, por meio da criação de locais gratuitos com equipamentos típicos de academias, os quais sejam dispostos em praças municipais. Somente assim, tais problemas serão devidamente amenizados.