Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 09/11/2020

Ao mesmo tempo em que conseguia superar a subnutrição, desde 2014, quando o País sai do mapa da fome da ONU, o índice de sobrepeso e obesidade vem aumentando nos últimos anos, por exemplo, entre 2003 a 2019, a proporção de obesos mais que dobrou, passando de 12% para quase 29%, segundo a Pesquisa Nacional da Saúde, resultado de má alimentação e pouca atividade física. Desta forma, as consequências se fazem presentes no cotidiano, tanto nas doenças provenientes do excesso de peso, bem como no preconceito sofrido diariamente. Diante disso, as mazelas oriundas da hipernutrição, devem ser combatidas pois acarretam vários problemas presentes na sociedade.

Em primeira instância, faz-se necessário analisar que, a obesidade aumentou devido, principalmente, ao acesso à comidas rápidas, como os fast foods, escolhidas por serem mais ágeis e praticas no dia a dia e reduziram o consumo de frutas e verduras, que para a preparação, exigiam mais tempo gasto. Além disso, as pessoas diminuíram as praticas de atividade física, alguns por falta de tempo e outras por falta de dinheiro e disponibilidade de equipamentos gratuitos. Portanto, segundo Hipócrates, “a corpulência não é só uma doença, como também é a prenuncia de outra”, ou seja, a obesidade trás consigo a possibilidade de adquirir morbidades como doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, câncer e osteoporose que são grandes responsáveis pela morte de muitos brasileiros.

Em segundo plano, convém ressaltar que, ainda há muito preconceito, pois segundo o Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística, mais de 90% dos brasileiros já praticaram ou presenciaram algum ato de gordofobia. Isso acontece mais visivelmente em escolas, crianças e adolescentes no processo de amadurecimento cometem ou são alvos de discriminação por conta do peso. Por outro lado, existe uma certa hierarquia por trás dos alimentos, em que, quem leva frutas para se alimentar, por exemplo, sente vergonha e medo de ser discriminado, visto que alimentos industrializados acabam sendo os mais atraentes para os jovens.

Em suma para superar o óbice vigente e garantir a supremacia dos direitos humanos, o Estado e os demais órgãos responsáveis devem sanar a problemática. Desta forma, as Organizações Não Governamentais, como meio de inclusão, devem proporcionar atividades físicas para a população, por meio de eventos, a fim de diminuir o sedentarismo e a obesidade. Paralelamente, o Governo associado às Escolas, como meio de primazia de ensino, devem incentivar o consumo de alimentos saudáveis, por intermédio da inclusão de disciplina educacional alimentar no currículo escolar, como também promover alimentações mais nutritivas nas refeições escolares, com o objetivo de serem construídos melhores hábitos alimentares.