Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 08/11/2020

A Constituição Federal Brasileira de 1988, reconhece a saúde como direito social de todo ser humano, mas no Brasil a saúde populacional vem sendo afetada pela obesidade, que ocorre por efeitos biológicos, metabólicos e genéticos. O excesso de peso além de gerar diversos problemas a saúde do indivíduo, traz também sérios danos psicológicos, por conta do preconceito presente na vida dessa pessoas.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, a obesidade é uma doença crônica que atinge 20,8% dos brasileiros maiores de 18 anos. O sobrepeso provoca sérios problemas de saúde, como diabetes, hipertensão, colesterol alto e até mesmo câncer. Segundo a médica Patrícia Gadelha, os pacientes que sofrem de obesidade tem 25% maior de chance de mortalidade, comparados a pessoas que não são obesas.

Além de ocasionar uma série de problemas para a saúde a obesidade pode condenar o paciente ao estigma social  do sobrepeso. Gordofobia é o neologismo criado para indicar o preconceito de pessoas que desprezam e  as pessoas que são obesas, o preconceito corre cotidianamente em lugares desde escolas, pois crianças que tem essa doença são excluídas por seus colegas de classe e sofrem bullying por parte dos mesmos, até no transportes públicos, pois muitas pessoas não respeitam que todos tem o direito de usar o transporte independente do seu corpo. Essa exclusão social reflete principalmente no bem-estar  metal dessas pessoas, uma vez que as mesma desencadeiam  doenças psicológicas, como depressão, baixa auto-estima, isolamento social e compulsão alimentar

Em suma, O Ministério da Educação deve investir na educação  da população, promovendo paletras nas escolas sobre a importância de uma boa alimentação e trabalhar debates com o alunos sobre o preconceito e suas diferentes formas. Assim como, o Ministério da Saúde deve investir na capacitação de nutricionista  para atuar nas escolas e em postos de saúde. Afim de, incentivar a população a ter bons hábitos alimentares e não praticarem o preconceito contra as vítimas dessa doenças.