Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 09/11/2020

Jogos eletrônicos podem ser uma ajuda para crianças que sofrem de obesidade.

Muitos dizem que jogos de videogame são apenas uma brincadeira para as crianças, mas o entretenimento eletrônico pode ser utilizado como uso terapêutico. Um estudo feito pela Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP) da USP afirma que a tecnologia pode ser uma aliada no combate a obesidade e ainda desenvolver sentimentos positivos sobre a imagem corporal e a autoestima.

Segundo uma pesquisa da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crónicas por Inquérito Telefônico), a obesidade já é uma realidade para 18,9% dos brasileiros. Já o sobrepeso atinge cerca de 54% da metade da população. A pesquisadora Rafaella Belém Aragão acompanhou crianças obesas num programa de exercícios físicos realizados com exergames. Ela conta que esses jogos surgiram em meados da década de 1990 com intuito de entreter e que já naquela época, também tinham o objetivo de controlar a obesidade infantil. Mas apenas em 2006, com vários avanços tecnológicos, que os jogos interativos conseguiram atingir um público maior, principalmente pelas atividades mais elaboradas.

Jamais houve tanta gente acima do peso e tanto preconceito. A maioria das pessoas com sobrepeso não apresentam nenhum problema de saúde relacionado à obesidade, mesmo assim é vista como uma fraqueza moral. A intolerância com os obesos é também um grande estímulo para o abuso de medicamentos para emagrecer.

O governo poderia criar campanhas com órgãos que tratam da obesidade e o sobrepeso, para que realizem campanhas publicitarias, campanhas digitais, paletas, com intuito de amenizar ou diminuir esses números, conscientizando a população em optar por alimentos mais saudáveis.