Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 09/11/2020
É um grave erro relacionar pessoas gordas com problemas de saúde. Muitas pessoas gordas não têm a saúde prejudicada, apenas aceitam o próprio corpo da maneira que ele é. Mas o sobrepeso e a obesidade sempre serão vistos como má alimentação por parte da pessoa, o que pode ser um problema muito sério, principalmente na população de classe C e D, por não terem acesso à comidas de qualidade ou conhecimento dos valores nutricionais de cada comida.
Segundo as notificações do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, de 2019, revelam que 16,33% das crianças brasileiras entre cinco e dez anos estão com sobrepeso; 9,38% com obesidade; e 5,22% com obesidade grave. Isso se dá ao fato dos pais não terem o conhecimento que as comidas que compram, são em sua maioria, industrializadas, podendo ter altos valores de carboidratos, açúcares, sódio e poucos nutrientes essenciais para o crescimento saudável da criança. Com isso, a pessoa pode ser obesa e desnutrida ao mesmo tempo. Os alimentos orgânicos, mais saudáveis que os industrializados, são muito mais caros, sendo assim, são inacessíveis às pessoas de baixa renda, fazendo com que comprem alimentos de baixa qualidade, por serem mais baratos.
Gordofobia está presente na rotina de 92% dos cidadãos brasileiros, mostra estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope). Isso é mais um dos maiores preconceitos dos brasileiros. Dizem que a pessoa com sobrepeso é feia, apenas por ser como ela é. Também é muito comum ver esse tipo de preconceito em entrevistas de emprego. A pessoa com sobrepeso pode ser a mais qualificada possível, mas possivelmente será rejeitada pelo seu jeito de ser.
Contudo o que foi citado, conclui-se que as grandes corporações alimentícias são os principais agentes para poder reverter a má nutrição, com fabricações de mais alimentos orgânicos, pois são essenciais para o crescimento saudável das crianças, e serem vendidos por baixos preços aos supermercados, para serem mais acessíveis às famílias de baixa renda. Já a questão do preconceito, é necessário uma grande mudança social por parte da população, sem deixar de fora pessoas com sobrepeso, afinal, o sobrepeso não faz elas serem “menos humanas”, por assim dizer.