Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 09/11/2020

Gordofobia é a aversão à gordura e as pessoas que estão acima do peso. Assim como o racismo e outros tipos de discriminações, é um problema em nossa sociedade e milhares de pessoas sofrem disso diariamente. O conhecido padrão de beleza, é uma expressão usada para caracterizar um modelo de beleza que é considerado “ideal” em uma sociedade, ele vem aumentando a cada dia e adentrando com facilidade a casa de todos os brasileiros usuários de mídias sociais, utilizando as mesmas como principais ferramentas para a propagação desse padrão, tendo responsabilidade direta no aumento de casos de doenças como depressão, ansiedade, bulimia, anorexia e até o bullying.

Segundo o site R7, os transtornos alimentares mais conhecidos são: anorexia nervosa, bulimia nervosa e transtorno compulsivo alimentar (TCA), doenças de difícil tratamento que são caracterizadas por um padrão de comportamento alimentar gravemente perturbado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2,6% da população mundial sofre de TCA. O Brasil tem uma das taxas mais altas do mundo, 4,7%, quase o dobro da média mundial, devido a essa expectativa de corpo imposto pela sociedade por meio das redes sociais.

Segundo a pesquisadora Gabriela Scapini, ainda que problemas de saúde possam se relacionar ao excesso de peso, salienta que há uma generalização de que pessoas gordas não são saudáveis. Diz também que a preocupação com a saúde do outro justificaria comportamentos “gordofóbicos” e que esse mito é muito comum. O cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que é a métrica utilizada para definir quem está acima de peso, é um segmento da antropologia que mede o corpo humano e suas partes, usado a partir do século XIX como forma de estabelecer normas sociais e definir o que seria um “corpo humano normal”.

Em suma, nota-se que grande causador de distúrbios e aumentos nos percentuais de casos de doenças ligadas diretamente ao corpo e a mente, são as influencias das mídias sociais. Faz-se necessário a implementação de grupos de apoio e profissionais especializados na saúde do corpo e da mente em instituições de ensino e locais diretamente frequentados pelas crianças e jovens, para que, com esse devido apoio e instrução diretamente ligada a saúde, todos estejam diretamente alinhados. É imprescindível também, o apoio e a conscientização de pais e responsáveis, para que monitorem os conteúdos acessados e o tempo gasto por seus filhos navegando nas redes, em conjunto com os criadores das mesmas, que tomem providencias cabíveis e privatizem conteúdos que colocam em risco tanto a saúde mental, quanto a física, não só de jovens e crianças, mas sim, de todos os internautas que navegam diariamente nesse vasto mundo de informações.