Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 09/11/2020
A obesidade e o sobrepeso no Brasil precisam ser encarados com mais seriedade. Uma vez que esse problema não afeta somente a saúde física de quem está com o peso elevado mas também a saúde psicológica, visto que existem pessoas que não conseguem conviver com as diferenças e nem enxergar isso como um grave problema, e por isso acabam transmitindo atos preconceituosos contra os que sofrem de obesidade.
A obesidade é o acúmulo de gordura no corpo, isso ocorre quando a ingestão alimentar do individuo é maior que o gasto energético correspondente do corpo, que pode atingir a todos, incluindo crianças e adolescentes, sendo assim o excesso de gordura pode ocasionar ao desenvolvimento de diabetes, doenças do coração, pressão alta, dificuldades respiratórias, problemas nas articulações e até mesmo algumas formas de câncer, porém podem ser evitados com atividades físicas, e com uma alimentação equilibrada de forma saudável. De acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, a obesidade atinge 20% da população brasileira, números que se tornam preocupantes quando se analisa a qualidade de vida desses indivíduos, muitos tem dificuldades de se locomover, o que prejudica a rotina e pequenas atividades do dia a dia.
Junto com o aumento da obesidade e sobrepeso houve também o surgimento da gordofobia, que é o termo para descrever qualquer discriminação e ato preconceituoso para com as pessoas gordas. Muitos sofrem diariamente discriminações e preconceitos em suas vidas somente por conta do seu peso, havendo casos principalmente em transportes públicos, que obrigam pessoas com massa elevada a comprar 2 assentos em vez de proporcionar um assento adaptado, causando desconforto social e psicológico. Além dos problemas que acometem a saúde física, existem males que podem abalar o estado emocional, e para serem aceitos nos padrões de beleza alguns se lançam em medicamentos e dietas rígidas certamente desencadeando sérios problemas de saúde como a depressão e a ansiedade. Fatos evidenciados no livro “Garotas de vidro”, em que as personagens principais sofrem de transtornos alimentares e apresentam características de depressão na busca incessante de terem o modelo “magro perfeito”, o que as levam até ao autoflagelo.
Sendo assim, é preciso que a Organização Mundial da Saúde por meio de investimentos em academias públicas, mobilizam a população sobre a importância e os benefícios de praticarem atividades físicas, a fim de que diminua o sedentarismo. Ademais, para que as diferenças sejam apaziguadas e as doenças controladas, é preciso que o Ministério da Saúde junto com o governo dê alertas sobre a gordofobia e a implementação de leis contra o próprio.