Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 30/11/2020
A Revolução Industrial propiciou o surgimento dos alimentos industrializados e o desenvolvimento de um estilo de vida sedentário, fatores responsáveis pela alteração da massa corporal da população. Embora, o cenário ainda é pertinente na sociedade contemporânea, a qual é afetada por complicações às hábitos alimentares no cotidiano dos indivíduos, assim ocasionam na obesidade e afetam drasticamente a qualidade de vida dos brasileiros.
Em primeira análise, é importante pontuar que a alimentação inadequada da população é uma das principais causas da obesidade. Embora o Brasil se destaque no comércio mundial como um grande exportador de produtos agrícolas, o consumo de alimentos orgânicos, naturais e livres de conservantes é de difícil acesso para uma parcela necessária do contingente demográfico brasileiro. Nesse contexto, cidadãos em situação de vulnerabilidade socioeconômica recorrem a refeições ricas em produtos industrializados, os quais se caracterizam pelo menor custo, mas são prejudiciais ao organismo humano, em razão disso, segundo o Ministério da Saúde, a taxa de obesidade aumentada 67, 8% entre 2006 e 2018.
Ademais, é incontrovertível a persistência da manifestação de preconceitos da sociedade contra, que fogem do padrão estético de uma visão eurocêntrica. Nesse sentido, além das limitações físicas e de saúde, as pessoas obesas ainda lidam com infortúnios estereótipos de beleza empregados na sociedade, conjuntura que influencia a autoestima e é capaz de desencadear transtornos psicológicos.
Portanto, o Estado deve investir em políticas de promoção que beneficiem como empresas produtoras de alimentos saudáveis, de forma que os produtos tornem-se mais acessíveis a maior parte da população. Por fim, o Ministério da Saúde deve conscientizar a sociedade acerca do respeito e empatia, para que problemas relacionados ao preconceito e a consequente baixa autoestima não sejam mais persistentes.