Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 24/11/2020

Entre os anos de 1950 a 1960, a Revolução Verde ocasionou em grande aumento na produtivade agrícola, e consequentemente praticamente todas as classes sociais entraram em um estado de fartura alimentícia. Entretanto, devido a tamanha disponibilidade, a obesidade deixou de se restringir as elites e se tornou um problema geral de saúde. De certo, a educação alimentícia aliada com o combate às ideias que negam que o sobrepeso é uma enfermidade.

No Brasil, é lei que a educação alimentar e nutricional deve estar presente nos currículos de alunos do ensino médio e fundamental, sejam de escolas particulares ou privadas. Eventualmente, uma maioria de pessoas educadas nesse assunto se formará, mas é fato que apenas as gerações futuras desfrutaram dessa realidade. Por consequência, não existindo plano imediato para essa mudança, as massas de hoje estão de mãos atadas.

Além disso, durante o auge da segunda fase do romantismo, a geração apelidada de “mal do século” enfrentava uma forte epidemia de tuberculose, entretanto, ao invés da doença ser condenada e tratada, a manifestação de seus sintomas era vista como elegante. Analogamente, muitos dos indivíduos que querem a quebra dos padrões de beleza encorajam, irresponsavelmente, a manutenção de corpos insustentáveis a longo prazo, assim reduzindo a expectativa de vida de muitos, ou seja, mesmo com a intenção de ajudar, o efeito é contrário.

Portanto, sem uma devida conscientização dos militantes, o problema não será extinto de forma eficaz. Logo, o ministério da educação deve incentivar práticas de boa alimentação, mediante ao ensino para a população economicamente ativa, por meio de colaboração com o setor privado em forma de cursos adicionais, com o objetivo que a obesidade seja combatida em ritmo acelerado. Como também, a mídia tem de mostrar os problemas de saúde relacionados ao sobrepeso, com o fim de impedir com que falsos messias dificultem ainda mais essa luta. Inquestionavelmente, o incremento da produção de alimentos trouxe mais benefícios que males contudo, a sociedade precisa acabar urgentemente com tais consequências indesejáveis.