Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 27/11/2020
A Terceira Revolução Industrial, iniciada em meados do século XX, trouxe os recentes avanços tecnológicos e científicos. Uma de suas características é o encurtamento dos espaços, ou seja, está mais rápido ir de um determinado lugar para outro. Além disso, a troca de informações e o uso das redes sociais tornaram-se comuns. Entretanto, o uso exacerbado da tecnologia gerou consequências que fazem a taxa de obesidade aumentar no Brasil e, outrossim, as preconceitos. Dessa forma, o padrão estético e o sedentarismo motivos para tal.
Em primeiro plano, é válido citar que, de acordo com dados da Pesquisa de Vigilância e Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), a obesidade atinge 18,9% dos brasileiros e o sobrepeso 54%. Esses índices aumentaram em conjunto da tecnologia. À vista disso, as grandes empresas, adjacentes as redes sociais, que utilizam propagandas televisionais como marketing, apresentam sempre a mesma estética, negligenciando àqueles que tem aparências diferentes. Sendo assim, indivíduos que sofrem de obesidade e sobrepeso sentem-se oprimidos, e ao contrário de buscarem ajuda para melhor a saúde, aumentam seus problemas ingerindo produtos prejudiciais à saúde.
Em segundo plano, o sedentarismo atinge grande parte da população, prejudicando indivíduos ao fazer uma simples tarefa. Em um episódio da série “Black Mirror”, todos os faxineiros eram obesos, pois uma forma de trabalho era pedalar bicicletas ergométricas para gera energia para o sistema, porém quem não tinha capacidade de realizar o exercício era substituído e colocado na área de limpeza do local. Dessa forma, além dos indivíduos com sobrepeso não terem oportunidade de um emprego melhor por causa de sua limitação, eles sofriam bullying pela posição que ocupavam.
Portanto, é mister que políticas públicas sejam criadas para afastar o padrão estético e diminuir o índice de sedentarismo. Urge que o Ministério da Saúde, por meio de um projeto de lei, utilize a tecnologia com atividades de entretenimento para incentivar o exercício nos jovens, com o objetivo de diminuir a taxa de sobrepeso. Ademais, os jogos serão elaborados nas escolas em conjunto com as aulas de educação física. Destarte, os índices de obesidade e sedentarismo diminuirão no Brasil.