Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 26/11/2020

Segundo a lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, o problema de marginalização sofrida por pessoas obesas atinge 92% conforme a pesquisa feita pelo instituto brasileiro de opinião e estatística, que segue sem uma intervenção que o resolva. Nesse contexto, torna-se evidente como causas o silenciamento/falta de debate nas escolas bem como a ausência de dialogo familiar.

Em primeira análise, não debater e falar sobre gordofobia mostra-se como um dos desafios a resolução da problemática. O filósofo Foucault defende que alguns assuntos na sociedade pós moderna alguns assuntos são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, se silenciar sobre essa questão só dará mais vazão ao preconceito. A falta de debate nas escolas impede o senso crítico dos jovens de como isso é agravante na saúde mental e física de quem sofre com a discriminação.

Outro ponto relevante, é a falta de diálogo familiar. Para Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. De acordo com essa perspectiva infere-se que se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. Assim sem diálogo sério e massivo, sobre esse panorama, sua resolução é impedida.

Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução do impasse. Logo, é preciso que as escolas em parceria com ONGS voltadas para este assunto, promovam campanhas de conscientização em períodos  extraclasse  por meio de especialistas afim de conscientizar os alunos sobre saúde e preconceito envolvidos na obesidade dentro da sociedade brasileira.