Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 28/11/2020
" O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles “. Essa afirmação da filósofa Simone de Beauvoir pode servir de metáfora para o aumento da obesidade na população brasileira, visto que, por mais escandalosa que seja essa situação, poucos são os esforços destinados a resolvê-la. Esse âmbito de iniquidade é fruto tanto da falta de educação alimentícia quanto do silenciamento pessoal.
Deve-se analisar, precipuamente, que a ausência de uma educação nutricional torna-se um fator determinante para a problemática. Segundo o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o conhecimento deve estar vinculado aos problemas do presente. Nesse viés, evidencia-se que a falta de uma alimentação correta nos núcleos domésticos e urbanos implicam sérios transtornos na saúde humana, uma vez que a má alimentação contribui para a obesidade causando graves problemas, como interferências respiratórias, aumento do colesterol e doenças no coração. Diante disso, percebe-se nas comunidades nacionais uma necessidade de uma educação nutricional precisa. Logo, é substancial a dissolução desse panorama infringente.
É vital salientar, ainda, em segundo plano, que a população em sobrepeso no Brasil encontra terreno fértil no silenciamento pessoal sobre. Acerca dessa assertiva, Habermas faz uma contribuição dizendo que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Sob essa óptica, para que haja a exclusão desse impasse na saúde corporal, é necessário discutir sobre. No entanto, verifica-se certa lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada, pois a população se mantém passiva e calada diante tal problematização, além do que, conforme o levantamento do Ministério da Saúde, em 2018, 7,4 milhões de pessoas no Brasil estão com excesso de peso. Nessa lógica, trazer à parte essa patologia e debatê-la, amplamente, aumentaria a chance de atuação nela.
Portanto, pela perspectiva de Isaac Newton, uma força só é capaz de sair da inércia se outra lhe for aplicada. Em vista disso, depreende-se o Poder Público, como instância máxima da administração executiva, em consonância com o Ministério da Saúde, por meio de ações: palestras, propagandas televisíveis, publicações em redes sociais e bate-papos nos centros urbanos, juntamente com profissionais da área, orientar toda parcela populacional sobre a importância de uma alimentação equilibrada e das práticas de exercícios físicos, para que, de tal forma, a obesidade e o sobre peso possa ser evitada na população, resguardando, dessa maneira, a saúde nas funcionalidades do corpo . Somente, assim, os escândalos metaforizados por Simone de Beauvoir poderão ser desabituados da nação .