Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 28/11/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, o que se observa é que em pleno século XXI, anos após a implementação do dia da diversidade e inclusão, ainda é possível identificar seres humanos que sofrem com o preconceito. Hodiernamente, o preconceito e os problemas de saúde causados pela obesidade e sobrepeso impossibilitam que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

Precipuamente, é notório que a educação é o fator principal de um pais. Todavia, ocupando a nona posição no banco mundial, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e tal contraste é claramente refletido na atual organização social que possui suas bases centradas no preconceito sobre aqueles considerados fora do padrão estético, no qual com a perpetuação das redes sociais, foram impelidos para a periferia do sistema sendo cada vez mais alvos de preconceitos. Dessarte, a inclusão de pessoas acima do peso é fundamental para o equilíbrio social.

Faz-se mister, ainda, salientar que a escassez de apoio do Estado e da relação familiar são impulsionadores do problema. De acordo com Zygmunt Bauman , sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações econômicas, sociais e políticas são características da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é fulcral analisar que com a negligência do Estado em promover a criação de centros de atendimentos básicos, o número de casos de depressão entre cidadãos que estavam acima do peso triplicou e com ela veio o aumento nos casos de suicídio. Visto que, segundo dados do Ministério da Saúde, nos últimos 20 anos o percentual do número de indivíduos obesos com depressão, passou de 17% para 30%.Desse modo, faz-se urgente a reformulação dessa postura estatal

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a consolidação de um mundo melhor. Portanto, algo precisa ser feito para amenizar a questão. Logo, o Estado por meio do Ministério da Saúde deve instituir um fundo nacional de prevenção a obesidade e ao preconceito, com tratamentos com profissionais da saúde , promovendo o bem-estar da população com o auxílio das secretarias de saúde municipais e assistentes sociais. Nesse sentido, o fito de tal ação é minimizar os altos índices de suicídio e preconceitos. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado,pois, conforme Gabriel o pensador, " Mudando o presente, o futuro mudará".