Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 29/11/2020
A 3ª Revolução Industrial, marcada pelo “Meio Técnico Científico Informacional”, deixa explícito o uso constante da tecnologia na sociedade. Fora desse contexto à contemporaneidade, o uso constante de aparelhos tecnológicos, tem por consequência o sedentarismo individual e o aumento de forma exponencial da obesidade diante da população, tanto em decorrência da linearidade digital, quanto pela ineficiência de políticas públicas. Logo, urge que o Estado encontre meios para reverter esse cenário.
Em primeira análise, vale destacar que, de acordo com dados publicados pelo portal de notícias da Globo-G1, a taxa de obesidade subiu de forma abrupta com a pandemia do COVID-19. Por conseguinte, com o isolamento social e a proibição de esportes físicos em locais de academia e praças públicas, para evitar proliferação do vírus, teve como consequência um estado de auto-acomodação por parte da sociedade brasileira, uma vez que a ausência das práticas esportivas origina diversas consequências ao indivíduo, como, por exemplo, as doenças cardiovasculares, que só irá procurar soluções após o descaso. Prova disso, é a teoria “Consciência do Absurdo” do escritor Albert Camus, deixando explícito que o homem só é capaz de mudar a sua realidade quando ela estiver caótica, ou seja, a partir do momento que tal problema origina prejuízos para o indivíduo.
Em segundo plano, ainda que ações governamentais tenham sido desenvolvidas para amenizar o problema da obesidade no cenário brasileiro, como, por exemplo, a implantação de academias da saúde e aparelhos de exercícios em praças públicas, para tirar o indivíduo do sedentarismo, bem como diminuir os impactos da obesidade no cenário nacional, tais ações não são suficientes para diminuir a obesidade no Brasil, uma vez que, o desenvolvimento de aplicativos de delivery de comida, como, por exemplo, Ifood e UBER eats, geram grande acomodação para o indivíduo, não tendo nem o trabalho de ir até o local. Posto isto, é válido salientar que, o constante preconceito com o público obeso, desenvolve vários problemas mentais, o que corrobora com a teoria do escritor Paiva Netto, deixando explícito que o “O vírus do preconceito agride mais que a doença”.
Portanto, para atenuar a obesidade no Brasil, faz-se necessário que o Estado, em parceria com o Ministério da Saúde, desenvolva projetos municipais com aulas de educação física que envolvam nutricionistas e médicos, com a finalidade de evitar a obesidade no cenário atual, bem como proporcionar uma alimentação saudável para a sociedade e evitar doenças decorrentes desse mal. Ademais, os órgãos públicos, em parceria com o Ministério da educação e da tecnologia, devem desenvolver um aplicativo digital, no qual contenha práticas esportivas e em troca o aluno receberá descontos em locais públicos, como parques, a fim de diminuir a obesidade e proporcionar o lazer.