Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 01/12/2020
O filme “Wall-e”, da Disney, exibe uma realidade em que os humanos são sedentários e obesos. Fora da ficção, o que foi descrito na obra relaciona-se com um problema da atual conjuntura brasileira, em que a sociedade, de modo geral, tem a tendência a ignorá-lo: o preconceito para com a obesidade e o sobrepeso. Desse modo, urge a necessidade de atentar-se como a insipiência estatal e a insistência do senso comum fomentam a problemática.
Primeiramente, há de constatar a displicência governamental. Precipuamente, a Constituição Federal de 1988 garante acesso a um ambiente que visa o bem-estar social de todos. Entretanto, ao analisar a carência de políticas públicas em torno da problemática entre a saúde e o preconceito para com a obesidade e o sobrepeso, é perceptível que essa premissa constitucional não é valorizada pelo governo nacional e priva, também, a saúde dos afetados. Outrossim, o livro “Cidadão de papel”, do autor Gilberto Dimenstein, retrata, também, a realidade em que as leis efetivas se encontram, majoritariamente, na teoria, o que, infelizmente, corrobora no recrudescimento de tal cenário em que as pessoas sofrem com preconceitos com suas respectivas aparências.
Ademais, vale ressaltar que a lacuna educacional corrobora esse cenário. Além disso, de acordo com Heidegger, filósofo alemão, o homem se constrói na medida de suas interações. Analogamente, as pessoas ao não possuírem um senso crítico nas escolas, podem acabar por pensarem que utilizar as tecnologias para combater a obesidade e o sobrepeso, pode acarretar na alienação dos pacientes. Nesse viés, a Universidade de São Paulo (USP), confirmou que a as tecnologias ajudam a evitar o sobrepeso e a obesidade, e nem sempre causa, como a maioria pensa, a alienação. Dessa maneira, confirma-se que o meio social provoca mais dificuldades entrelaçadas entre o preconceito e a saúde das pessoas acima do peso .
Destarte, medidas fazem-se relevantes para mitigar tal cenário. Portanto, cabe ao Ministério da educação, juntamente às mídias e dentro das escolas, instituir projetos como o “Quebrando tabus em torno da obesidade e o sobrepeso”, responsável por educar socialmente os estudantes e suas famílias sobre o preconceito das pessoas com o peso e a saúde. Isso deve ser realizado por meio de trocas de experiências em workshops administrados por professores e nutricionistas, a fim de expor, debater e combater as consequências entre o preconceito e a saúde sobre a obesidade. Assim, será possível distanciar-se do hediondo cenário apresentado pela Disney.