Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 16/03/2021

A palavra “açúcar”, na grande maioria das tabelas nutricionais dos Fast Foods, é substituída por “carboidrato”, e isso torna-se uma barreira ainda maior para a informatização social acerca dos componentes alimentícios e da importância de seus valores nutricionais. Assim, situações como essa,  evidenciam o papel manipulativo dos meios de comunicação e suas contribuições para as consequências desastrosas que a obesidade e o sobrepeso acarretam.

À priori, a manipulação midiática é a principal responsável pelo estilo de vida ultraprocessado e sedentário adotado pelos brasileiros no século XXI. Consoante dados coletados pela Organização Mundial de Saúde, estima-se que o consumo de açúcar por pessoa não deve passar de 18kg por ano, entretanto a média entre os brasileiros ultrapassa os 30kg. À vista disso, esse elevado consumo de alimentos ricos em açúcares e gorduras, decorrente de seus baixos custos, acessibilidade e sabores atrativos supervalorizados pelas propagandas, são os principais responsáveis pelos altos índices de sobrepeso.

Ademais, essa má alimentação contribui para o aparecimento de doenças que impactam a qualidade de vida psicossocial da população. Nesse diapasão, esses hábitos alimentares resultam no surgimento de probelmas de saúde como diabetes, colesterol, hipertensão e casos depressivos, resultados das dificuldades de inclusão, falta de oportunidade e bullying sofrido por essas pessoas. Desse modo, além de afetar o bem-estar populacional, também podem gerar uma sobrecarga no Sistema Único de Saúde (SUS), no qual precisará amparar todos esses doentes, segundo o Mintério da Saúde.

Em suma, está claro que a obesidade é uma doença que atinge proporções epidêmicas em nível global e medidas precisam ser adotadas para mitigá-la. Portanto, é imprencindível o auxílio do Ministério da Saúde, em parceria com Minstério da Agricultura, principais órgãos que regem os investimentos desses setores, na informatização social e na fiscalização da qualidade dos alimentos e seus elevados preços, a fim de torná-los acessíveis economicamente, e consequentemente elevar seu consumo em detrimento dos industrializados, para que termos como “carboidratos” tornem-se de domínio público.