Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 03/12/2020

Ao passar dos anos, aumentou o número de pessoas acima do peso no Brasil, o que é preocupante, pois cresce progressivamente e o sedentarismo desenvolve cada vez mais doenças ligadas ao sobrepeso e à obesidade. Nesse sentido, acarreta também para o preconceito que ainda é existente na sociedade, e em alguns casos pode até gerar transtornos psicológicos no indivíduo.

É preciso considerar, antes de tudo, que a obesidade atinge quase 20% da população brasileira e em relação aos jovens, aumentou de 110% em dez anos, segundo pesquisa feita pelo jornal O Globo. Nessa perspectiva, é evidente que o número de obesos cresce cada dia mais, entre crianças e jovens. Além disso, hoje ocorre muito preconceito com as pessoas obesas, o que é um problema, pois podem acarretar em problemas psicológicos no indivíduo, como depressão, ansiedade, transtornos alimentares, além de distorção da imagem corporal e também afetar a autoestima da pessoa. Vale ressaltar, também, que a sociedade tem uma visão de beleza que predomina em que pessoa bonita e de saúde boa é a magra, o que torna-se um absurdo porque metade das pessoas que estão com o peso elevado não tem problemas de saúde. Então, necessita-se da colaboração e o incentivo para o tratamento desses que sofrem com tais dificuldades.

Contudo, a questão não é somente o físico, mas sim visar o bem estar do cidadão que pode ser prejudicada quando não são tomados os devidos cuidados. Com isso, se faz necessária uma alimentação saudável que evite alimentos gordurosos, e insira no cotidiano algum exercício físico, como a caminhada, por exemplo, que vai ajudar a combater o sedentarismo. Além do mais, uma vida sedentária pode também causar diabetes, agravar doenças das articulações, ainda constituir um fator de risco para a obesidade, complicações psicológicas como ansiedade e até alguns tipos de câncer, segundo a Secretaria de Saúde.

Infere-se, portanto, que medidas sejam tomadas para que diminua a problemática. Para tanto, o Estado deve criar projetos ligado ao bem estar com nutricionista e professores, que devem ser fornecidos, principalmente, nas escolas por meio de palestras para pais que começaram a ter compreensão da situação e passe a incentivar seus filhos a uma boa qualidade de vida. Ademais, os âmbitos de educação devem mostrar para as crianças desde cedo os benefícios de uma boa alimentação e a importância da atividade física para o corpo e a saúde. Assim, tanto os responsáveis quanto os jovens terão conhecimento desses atos.