Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 17/12/2020
Durante a Pré-história, o corpo era representado em esculturas de forma robusta e arredondada, o que remetia a um caráter saudável e propício a gerar decendentes. Entretanto, esse ideal se modificou e pessoas acima do peso enfrentam barreiras sobre à sua saúde, em especial com a obesidade. Neste sentido, problemáticas como uma alimentação irregular e a saúde mental dos obesos devem ser analisadas e solucionadas.
Em primeiro plano, vale salientar que uma alimentação rica em áçucares, sais e gorduras, aliada ao sedentarismo, ocasiona o aumento no número de Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNTs), como a hipertensão, problemas cardíacos e a obesidade. Com o crescimento de pessoas consumindo esses tipos de alimentos o risco de haver uma superlotação nos hospitais e, consequentemente, um atendimento negligenciado é evidente, o que torna a obesidade como questão de saúde pública. Segundo a Pesquisa Nacional da Saúde, cerca de 72% das causas de mortes no Brasil são de DCNTs, o que confirma esse risco.
Ademais, a saúde mental deve ser estudada com cuidado. Em grande parte, a saúde física é notada pelas pessoas, porém, a saúde mental é afetada de forma direta, visto que a idealização de um corpo saudável não condiz com a pessoa acima do peso. Desse modo, muitos sofrem com preconceitos e discriminação, o que contribui para uma não aceitação do próprio corpo e o surgimento de doenças mentais. Conforme a OMS, em média, 30% dos pacientes obesos que procuram tratamento médico para emagrecer terão depressão, o que confirma os danos que a discriminação pode levar à mente.
Portanto, informação e um tratamento correto são necessários para combater a obesidade. Sendo assim, a Associação Brasileira de Nutrição, em conjunto com a mídia, deve criar campanhas nacionais de combate a obesidade, por intermédio de dados brasileiros, consequências à saúde e como se alimentar melhor, a fim de gerar senso crítico e incentivo social. Outrossim, as escolas precisam abordar o tema nas aulas de ciências, por meio de charges, documentários e pesquisas, visando a redução da discriminação e o conhecimento.