Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 18/12/2020

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante.  Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro plano, é importante destacar a ausência de medidas governamentais para combater a obesidade. Nesse sentido, o problema tende a se agravar, pois, a mídia, o governo e a sociedade não propagam informações o suficiente para orientar os pacientes com obesidade. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Em segundo plano, vale ressaltar  os péssimos hábitos alimentares como impulsionador da obesidade e do sobrepeso no Brasil. Segundo a nutricionista Danielle Fava, especialista em saúde da família, destaca que uma das maiores causas da obesidade, no futuro, está relacionada aos terríveis costumes alimentares, desinentes desde a infância. Diante de tal exposto, muitas pessoas são precocemente acostumadas a comerem os famosos “fast food” , como exemplo “Mc Donalds” e “Burguer king”. Diante disso, é necessário medidas para prevenir tal calamidade.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio  de escolas promova palestras e campanhas socioeducativas que instiguem as crianças e as famílias a adotarem uma boa educação alimentar, a fim de prevenir uma futura obesidade. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, assegurar o acesso facilitado às atividades físicas, por meio dos centros esportivos, com o fito de estimular os indivíduos. Assim, se consolidará uma sociedade melhor, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.