Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 05/01/2021
O Brasil atual, apesar de ser um país conhecido mundialmente por sua diversidade, ainda possui padrões de beleza no que diz respeito ao peso. A obesidade é logo ligada a maus hábitos alimentares e sedentarismo, mesmo que nem sempre esse seja o caso, a gordofobia é presente no dia a dia de muitos brasileiros, sejam eles crianças, jovens ou adultos.
Contudo, a obesidade atinge quase 20% da população brasileira e tem aumentado cada vez mais entre os jovens e o sobrepeso já atinge 54% dos brasileiros, de acordo dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças, ou seja, mais da metade da população sofre de excesso de peso, mas ainda assim, nos vemos presos em uma bolha de julgamentos ao invés de aconselhamentos. Deste modo, aqueles que precisam, sejam obesos ou não, se sintam mais confortáveis e encorajados a buscar ajuda de modo a alcançar seus objetivos, sejam eles apenas físicos ou internos.
Porém, o sobrepeso nem sempre deve ser sinônimo de saúde precária, sendo que muitas vezes, as pessoas com sobrepeso não sofrem de nenhum problema de saúde relacionado à obesidade. Existe uma linha tênue entre “ser saudável” e “estar no peso ideal”, pois nem sempre aqueles que são saudáveis estão no peso ideal e aqueles que estão no peso ideal, são de fato, saudáveis. Além disso, o abuso de medicamentos para emagrecer se tornou mais comum, visto que ser magro muitas vezes é visto como ser saudável e estar nos padrões, por isso, também é necessário que hajam mais estudos em busca de soluções menos agressivas para o combate do excesso de peso, como por exemplo, apresentado por estudo realizado na Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto da USP que confirma o poder da tecnologia como aliada no combate à obesidade.
Por isso, mais do que abranger o peso por si só, o Ministério da Saúde deveria construir campanhas com a intenção de estimular a busca pelo “ser saudável”, além de incentivar a população a fazer check-ups semestralmente, ou pelo menos, anualmente. No que diz respeito a obesidade, aquelas empresas que oferecem serviços físicos, deveriam construir espaços para pessoas obesas, como por exemplo, empresas de transporte disponibilizando poltronas maiores, ou escolas, com carteiras que possam ser confortáveis para pessoas de todos os tamanhos. Além do mais, cabe aqueles formados nas áreas de nutrição e nutrologia, buscar formas inovadoras de tratamento para aconselhar a perda ou ganho de peso.