Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 22/12/2020

Na idade média, a obesidade era sinônimo de fartura, após o decorrer do tempo, o fator biológico passou por mudanças drásticas, tornando-se enfim um grande imbróglio social. Só para exemplificar, segundo o livro “As metarmofoses do gordo”, Georges Vigarello investigou a trajetória do sobrepeso ao longo dos períodos históricos, o qual chegou a conclusão do fascínio dos homens à valorização do corpo ideal magro. Nesse viés, é possível inferir que a sanidade se torna fator excludente, a medida que o preconceito fala mais alto na vida de milhares de brasileiros, os quais veem a obesidade como ausência de estética e não questão de saúde pública.

Por conseguinte, as pesquisas sobre a problemática tomaram enormes proporções, uma vez que a obesidade é um dos males do século. No mesmo sentido, segundo a influencer e jornalista Alexandra Gurgel, no veículo de comunicação BBC News, deu enfâse ao assunto, apontando: " A gordofobia é uma situação constrangedora, a qual muitas pessoas se privam de algo para não presenciar o ato". Em função disso, é indubitável que o fator fisiológico  ainda traz consigo a intolerância, por comentários ofensivos e piadas de mau gosto, consideradas ações de cunho gordofóbico.

Outrossim, consoante a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade ainda pode ser compreendida como um agravo multifuncional, que favorece a entrada de outras doenças. Ademais, os riscos para a sanidade vai além do aumento de pressão arterial, de triglicerídeos e resistência a insulina, condições quando não há tratamento pode levar o indivíduo a óbito. Dessa forma, faz-se mister alertar a ciência da sociedade sobre o mal do século, em prol de estimular um caráter de vida equilibrado, com a ausência de patologias.

Portanto é necessário a imperatividade da OMS para ajudar a mitigar a situação. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com a mídia, elaborar um plano assistencial para os cidadãos brasileiros que se encontram em sobrepeso e obesidade, apontando os graus e as chances de haver pré-disposição para outras enfermidades. Isso pode ser feito por meio de acordos com o Sistema Único de Saúde (SUS), o qual disporá do máximo número de nutricionistas possíveis para oferecer o melhor tratamento individual, com a ajuda de psicológos quanto aos preconceitos sofridos pelas vítimas. Com essas ações, o fito será estabelecer o distânciamento do problema a fim de tornar uma sociedade com o olhar mais preocupado com a saúde pública do que estética, apagando a imagem do pensamento dos homens modernos cujos se prender a valorizar o corpo magro.