Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 26/12/2020
Atualmente, pode-se notar uma maior valorização dos corpos gordos, devido à ascenção da moda “plus size”, destinada a embelezar o corpo que já foi considerado, durante muito tempo, “feio”. Todavia, apesar dos avanços significativos, a obesidade e o sobrepeso ainda são motivos de preconceito e não têm o reconhecimento como os problemas de saúde que são.
Antes de tudo, vale ressaltar que a obesidade é uma doença perigosa a seus portadores. Prova disso é a série documental “Quilos Mortais”, a qual mostra o drama que pessoas extremamante obesas vivem, além de ajudá-las a sair dessa situação e bucar um estilo de vída mais saudável. Nesse viés, a obesidade deve ser tratada como a patologia que é, de modo que os doentes tenham a visão de que precisam de uma ajuda especializada para deixarem esse estado e busquem um estilo de vida que contribua para a perpetuação da súde corporal.
Ademais, a discriminação sofrida por pessoas acima do peso somente as prejudica. Um exemplo disso é a personagem Keyla, da novela “Malhação”, a qual acaba internada num hospital após decidir tomar remédios de emagrecimento restritos por sofrer bullying das colegas de escola. Analogamente, é possível inferir que o sofrimento causado pelo julgamento alheio, acerca do peso corporal, prejudica muitas pessoas no mundo real, uma vez que acabam desgostando do próprio corpo e tomam medidas drásticas para emagrecer sem buscar o acompanhamento de profissionais especializados, o que pode levar a casos piores que a internação da personagem.
Portanto, fica claro que a obesidade é um problema e que o preconceito só agrava o panorama. Logo, o Ministério da Saúde deve criar uma assistência especializada no SUS para atender pessoas obesas que queiram perder peso da maneira correta, por meio da disponibilização de profissionais especializados, como psicólogos, para tratar os efeitos da discriminação no paciente, nutricionistas, para elaborarem uma dieta balanceada, educadores físicos, para ajudarem os enfermos a manter a forma, cirurgiões, para os casos que necessitarem de cirurgia bariátrica, e clínicos gerais para fazer o acompanhamento durante o período do atendimento. Isso deve ser feito para que as pessoas que sofrem com obesidade possam emagrecer corretamente e se manter saudáveis o resto de suas vidas. Além disso, o Ministério da Justiça deve apresentar uma lei à Câmara que criminalize a gordofobia, para que haja uma diminuição nos casos de intolerância e valorizar a beleza dos corpos acima do peso, como a moda “plus size”.