Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 08/01/2021

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância. No entanto, a questão da obesidade e do sobrepeso contraria o ponto de vista desse filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vítima de discriminção constante. Nesse contexto, deve-se analisar como os fatores socioculturais e as mídias sociais interferem na problemática.

Nessa pespectiva, as mídias sociais estão relacionadas com a existência desse cenário. Dessa forma, de acordo com Pierre Bordieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesse sentido, pode-se obervar que em vez da mídia promover debates para elevar o nível de informação, influencia na consolidação do problema. Tendo isso em vista, é evidente que a imprensa e a televisão usa sua visibilidade para incentivar uma alimentação com “fast-foods” que são vistos como uma pseudo-felicidade, essas comidas quando consumidas de forma desenfreada podem interferir na saúde das pessoas, pode trazer doenças como diabetes, hipertensão, asma, entre outras que pioram a qualidade de vida e bem estar dessas pessoas.

Outrossim, os fatores socioculturais influenciam no aumento do preconceito em relação às pessoas obesas e com sobrepeso. Acerca disso, conforme Durkhein, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da intolerância a comunidade de pessoas com distúrbio de peso corpóreo é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa. Dessa forma, é evidente que essa população muitas vezes, são deixadas de lado pela sociedade por meio da discriminação, ocasionando em uma isolação social podendo gerar problemas psicológicos como ansiedade e depressão.

Sendo assim, é indipensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução do problema. Para que isso ocorra as Mídias Sociais, junto ao Ministério da Saúde, devem propocionar a criação de propagandas e palestras nas praças e locais das cidades com nutricionistas para debater sobre como ter uma boa alimentação, quais as consequências dos exageros de “Fast-foods” ensinando a ter uma alimentação mais dinâmica e saudável para melhorar a qualidade de vida. Ademais, as prefeituras, em parceria com o governo do estado, devem criar oficinas educativas a serem desenvolvidas na semana cultural das escola. Esse evento pode ser organizado por meio de atividades práticas, dramatizações e palestras com educadores mostrando como a discriminação pode ser prejudicial na vida das pessoas, diminuindo assim os problemas de saúde psicológicos e mostrando que o preconceito deve acabar.