Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 12/01/2021
O desfile anual da Victoria Secrets é um grande evento que reúne modelos de todo o mundo para desfilar, porém o que chama atenção é a padronização das meninas: bonitas, altas e magras; o que representa o padrão estético social, idealizado pelas pessoas. Porém, no Brasil, a questão do sobrepeso e da obesidade ainda se faz presente, e essas pessoas acabam por sofrer com preconceitos, o que caracteriza um problema a ser enfrentado por todos. Sendo assim, se faz necessário analisar os pilares que sustentam tal dilema.
Primeiramente, é de suma importância destacar a má influência midiática como um dos principais fatores para a problemática da obesidade no Brasil. Assim, de acordo com Pierre Bourdeau, o que foi contruído como uma ferramenta de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Porém, é a mídia que dissemina a ideia do padrão estético corporal de pessoas magras, e como consequência, cria-se na sociedade um esteriótipo de que ser gordo é ser feio. Com isso, as pessoas que sofrem com sobrepeso e obesidade, sofrem também com preconceitos a cerca do seu corpo e acabam por ter que enfrentar bullying nas escolas, xingamentos nas redes sociais e até podem ser excluídas socialmente por não seguirem esse padrão.
Além disso, a falta de conhecimento ajuda a perpétuar preconceitos a cerca dos corpos gordos na sociedade. De modo que, de acordo cordo com o Ministério da Saúde uma pessoa saudável é aquela com bem estar físico, mental e social, e não diz respeito a forma do copo. Porém, a falta de informação sobre saúde faz as pessaos acreditarem que um corpo simplesmente por ser gordo não é saudável e em conjuntura com os preconceitos, os indivíduos nessa categoria acabam por se submeter a procedimentos estéticos, desde dietas milagrosas até processos mais invasivos como cirurgias, para ir em busca de um corpo “saudável”, ou seja, magro, colocando sua própria vida em risco.
Em suma, é evidente a necessidade de analisar os problemas que cercam a obesidade no Brasil, para combatê-la da melhor forma possível. Desta forma, fica a cargo das instituições de ensino a promoção de aulas sobre os perigos dos padrões estéticos para a sociedade, através de aulas expositivas e palestras com profissionais da saúde que irão falar sobre saúde corporal e com pessoas fora do padrão que sofrem de preconceitos, a fim de que as crianças cresçam mais críticas a cerca do que é exposto nas mídias, além de ter consciência para não julgar o próximo por não seguir os padões estéticos impostos. Desse modo, espera-se que diminua o preconceito a cerca da forma corporal na sociedade e as pessoas procurem a saúde ao invés de estética.