Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 04/02/2021
De acordo com Voltaire, filósofo francês, “Preconceito é opinião sem conhecimento”. No entanto, sobretudo no Brasil, o preconceito com pessoas que estão acima do peso tornou-se algo comum, o que dificulta a socialização desse público. Logo, cabe discutir as causas e consequências que fazem desse tema uma problemática nacional.
Em primeiro lugar, vale destacar que a obesidade e o sobrepeso não são sinônimos de problemas de saúde. Nesse sentido, é indispensável afirmar que a classificação da obesidade obedece ao Índice de Massa Corpórea (IMC), que é uma relação matemática entre peso e altura, e que não leva em cosideração as particularidades de cada pessoa, tornando-se insuficiente para avaliar a situação clínica do indivíduo. Consequentemente, o estigma associado às pessoas obesas não é mais uma questão de saúde, mas um retrato da gordofobia na sociedade.
Além disso, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, no ano de 2017 mais de 92% dos brasileiros já praticaram ou presenciaram algum ato de gordofobia. Nesse contexto, a sociedade desempenha o papel de excluir aqueles que não se encaixam nos padrões de beleza atuais, que condenam os “pneuzinhos” e as celulites. Dessa forma, as pessoas obesas possuem mais dificuldade de socializar e tendem a desenvolver problemas de autoestima.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar essa problemática. Logo, o Governo Federal, na sua condição de garantidor da harmonia social, deve junto ao Ministério da Saúde, promover campanhas engajadas para conscientizar a sociedade, por meio da mídia, com o fito de reduzir o estigma associado às pessoas com sobrepeso e obesidade no Brasil. Assim, a sociedade tornar-se-á mais empática e menos preconceituosa.