Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 12/05/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de órgãos governamentais para combater o preconceito. Nesse sentido, é notável que mesmo com os esforços de algumas partes, sem a ajuda governamental, essa discriminação vai ser cada vez mais presente na vida dessas pessoas, não importando onde elas apagadas. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a segurança, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é ponto fundamental dos pais como impulsionadores do sobrepeso no Brasil. Segundo o médico e escritor brasileiro Lair Ribeiro, “Aquele que não tem tempo para cuidar da saúde vai ter que arrumar tempo para cuidar da doença”. Diante de tal exposto, é perceptível que se os pais não usarem uma boa alimentação para as crianças desde pequenos, pois vão crescer com a mentalidade de que podem comer de tudo exageradamente, sem preocupações. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se identificar esses objetivos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação, por intermédio de aulas, a partir do maternal, crie programas de aulas nas escolas de alimentação, para as crianças já aprenderem de pequenas o limite do corpo delas em relação à alimentação, a fim de evitar problemas de saúde no futuro, como a obesidade e o sobrepeso. Assim, se consolidará uma sociedade mais consciente, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.