Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 29/05/2021

Segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, “O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem”. De maneira análoga à frase do filósofo, o sobrepeso e a obesidade apresentam-se como a face do atual cenário brasileiro que, por sua vez, é decorrente dos avanços tecnológicos acarretando uma vida mais sedentária por tais indivíduos. Logo, a visão pragmática acerca dos mesmos, contribui para a perpetuação desse triste cenário.

Em primeiro plano, evidencia-se, por parte dos avanços tecnológicos, um aumento no número de pessoas sedentárias no país. Isso decorre, principalmente, da maior dependência tecnológica o que leva a mudanças comportamentais no indivíduo e, consequentemente, quadros de má alimentação e sobrepeso o que é comprovado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que 40,3% dessas pessoas não praticam exercícios físicos. Desse modo, o sobrepeso poderá levar a quadros clínicos graves e consequentemente, ao óbito do indivíduo quando não tratado precocemente. Assim, é mister a mudança desse quadro.

Outrossim, é imperativo pontuar que tais pessoas são vistas com certo pragmatismo pelo meio social. Consoante ao sociólogo francês Pierre Bourdieu, a violência simbólica, exercida pelo corpo social, sem coação física, acarreta em danos morais e psicológicos. Nesse sentido, há, de fato, uma visão preconceituosa advinda do convívio que muitas vezes machucam a pessoa sem a própria saber. Consequentemente, a população sobrepeso e obesas terão certo receio de se inserir no âmbito social. É necessário, portanto, que medias sejam tomadas para resolver o impasse.

Posto isso, o Ministério da Saúde deve, por meio de um amplo debate com nutricionistas, médicos e sociedade civil, lançar campanhas de conscientização acerca do sobrepeso e obesidade, a fim de fazer com que o maior número de pessoas com tais comorbidades tenham acompanhamento médico especializado. Tal campanha deverá focar, por meio de palestras em escolas, em apontar os riscos de uma má alimentação e os riscos que elas trazem consigo. Ademais, o Governo Federal deve também, por meio de cartilhas impressas, alertar sobre os perigos da prática de gordofobia. Dessa maneira, a frase de Arthur Schopenhauer não será uma realidade no Brasil.