Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 01/06/2021
Com o advento das Revoluções Industriais, a partir do século XVIII, as relações socias e o padrão de consumo da população modificaram-se significativamente produzindo uma expansão na industrialização de alimentos. Na conjuntura atual, o hábito alimentar industrializado mostrou que há, entre o preconceito e a saúde, o conflito da obesidade e do sobrepeso no país. Por essa visão, as características do sistema capitalista para com a desenvoltura social -busca exagerada pelo lucro e o consumismo- podem fortalecer a problemática.
Em primeira analise, vale ressaltar que ao passo pelo qual o corpo social tornou-se mais enraizado nas concepções capitalistas, maior foi a adesão do homem à atingir a lucratividade e, portanto, a ser um adepto ao trabalho excessivo. Tais atitudes conduziram o ser humano a meios práticos, por vezes, não saudáveis de obter tempo para o exercício remunerado. Assim, de acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o sobrepeso atinge 54% dos brasileiros. Desse modo, fica aparente que essa atuação apresenta-se, indubitavelmente, aliada ao problema de estar acima do peso, bem como da saúde humana.
Outro ponto relevante é o estilo de vida do homem voltado à propensão exagerada de bens ou serviços que leva à idolatração da imagem do ser consumidor. Essa postura, infelizmente, chega também na esfera alimentícia- posto que vende a visão de fartura. Porém, tal atitude entra em dicotomia com o padrão de beleza vigente, que preconiza essa aparência, gerando até danos psicológicos, como a depressão. Por isso, filmes como “Wall-e” e “O Diabo Veste Prada” representam uma humanidade que vive sobre o estado de obesidade e vaidade, nessa ordem. Logo, o consumismo pode ser entendido como um dos agentes responsáveis por esse cenário.
A partir dos elementos supracitados fica notável que as diretrizes capitalistas estão relacionadas com o dilema do sobrepeso e obesidade, entre a saúde e o preconceito. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério da Educação e o Poder Legislativo, em conjunto com a mídia audiovisual, orientar e educar a população frente ao impacto de possuir um peso excessivo para a saúde mental e física, através de leis que promovam palestras com nutricionistas e psicólogos nas instituições educacionais e empresas, além de utilizar do meio de comunicação de massas, como a televisão, para divulgar índices e métodos que ferem essa realidade gerando a atividade cognitiva sobre o assunto, principalmente as suas consequências para o indivíduo. Por fim, tais medidas seriam protagonistas de uma modificação da cultura alimentar provocada pelas Revoluções Industriais.