Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 07/07/2021

Na obra “Utopia”, do escrior inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas sociais. Nesse sentido, distante da ficção apresentada a realidade brasileira encontra-se contrária aos princípios expostos pelo autor Thomas, ao se discutir sobre os problemas da obesidade, que evidencia preconceitos social e morais. Sendo, portanto, indispensável discutir sobre os problemas que cercam a obesidade, bem como dos preconceitos enraizado referentes a essa celeuma.

Convém ressaltar, a princípio, que a ocorrência de doenças relacionadas com a obesidade agravam a situação desse cenário. À luz dessa questão, é coerente citar a revista Ciência e Saúde Coletiva, na qual afirma que pessoas com sobrepeso tem oitenta porcento a mais de chances de ser acometido por doenças cadiovasculares. Nessa perspectiva, tal análise demostra um problema eminente que cerca a saúde pública da população brasileira, que nos últimos vinte anos tem aumentado significativamente os números de pessoas obesas no país segundo dados do jornal G1. Diante desse exposto, cenários como esses são potencializados pela sedentarização, que contribui por sua vez no aumento da obesidade.

Outrossim, preconceitos pejorativos aos obesos são comuns na sociedade brasileira. Nessa conjuntura, a animalização é um dos princípais fatores que circundam no preconceito, no qual pode-se análizar com a metáfora elaborada por Machado de Assis, na obra “Memória Póstuma de Bráz Cubas”, na qual o narrador afirma que os seres humanos fixam-se na ponta do próprio nariz, configurando de forma figurada a superioridade. Assim, natasse que, ao olha para o próprio nariz os gordofóbicos diminuem a pessoas em função estética, conduta negativa, que deve ser mitigada na sociedade brasileira.

Depreende-se, portanto, que medidas pragmáticas são essenciais para tal óbice. Sabendo disso, urge que o Ministério da Saúde crie, por meio de verbas governamentais, programas de incentivo a prática de atividades física, como caminhadas e exercícios aeróbicos, com intuido que pessoas que tenham obesidade venham ser benefíciadas por tais atividades, a fim de contribui para manutenção da saúde e bem-estar da sociedade. Cabe, também, ao Ministérios da Cidadania, um dos órgãos responsáveis por políticas sociais, em conjunto com agentes da saúde pública a criação de prejetos e palestras, que busquem demostrar os aspectos negativos do preconceito aos obesos, com intuito que a sociedade conscientiza-se sobre esses aspecto negativo e repudie tal prática de preconceito presente na sociedade brasileira.