Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 08/06/2021
De forma síncrona à ideologia capitalista baseada no lema “Tempo é dinheiro” disseminada por Benjamin Franklin,no auge da globalização,houve a relativização da saúde alimentar da população.A dinamização social gerou a primazia da praticidade em vista da qualidade nutricional,acarretando a crescente ascensão da obesidade,evidenciada por meio do consumo irrefreável de fast-foods, ultraprocessados e transgênicos.
Sob ótica do afamado documentário da Netflix,Fed Up,a epidemia da obesidade no cenário contemporâneo é fruto direto da necessidade social de encaixar-se no acelerado ritmo de vida do urbe,por meio da implementação de industrializados na rotina alimentar.No entanto,a praticidade desses alimentos torna-se irrelevante quando comparada à seu baixo teor nutricional e alto valor calórico,dupla alimentar que,segundo a reportagem “Saúde na balança” da revista Abril,fomentou o crescimento de 60% do número de brasileiros obesos em uma década.
Não obstante,a obesidade evidencia a deterioração da saúde pública,visto que o sobrepeso é indicador de doenças cardiovasculares,hipertensão e diabetes.As consequências dos hábitos ruins e negligência da qualidade alimentar são comprovadas estatisticamente pela SBCBM-Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e metabolismo- pela divulgação do aumento de 84,7% dos quadros de obesidade relacionados à necessidade de intervenção cirúrgica.
Em prol da manutenção da saúde pública,garantida constitucionalmente pelo artigo 196,é de suma crucialidade que o Ministério da Saúde forneça,por intermédio do SUS-Sistema Único de Saúde- gratuidade do tratamento nutricional e promova, por meio de programas educativos,a conscientização do corpo social sobre a gravidade da obesidade,como doença física e psicológica.Diante de tais intervenções,projeta-se melhoria dos hábitos alimentares dos brasileiros e consequente diminuição da taxa de sobrepeso populacional.