Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 14/06/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a obesidade e o sobrepeso no Brasil apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico pode ocasionar tanto doenças metabólicas, quanto doenças mentais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade. Precipuamente, é fulcral pontuar que as doenças metabólicas deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, constata-se que o não incentivo das práticas de exercícios físicos, e de uma alimentação saudável, acaba resultando em sobrepeso, obesidade e consequentemente doenças cardiovasculares. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente, visto que a obesidade é um problema de saúde pública. Ademais, é imperativo ressaltar as doenças mentais como impulsionador do problema. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), saúde é o estado de completo bem estar físico, social e mental e não somente a ausência de doença. Partindo desse pressuposto, percebe-se, que a depressão e vários outros problemas psicológicos, tem como ponto de partida o isolamento social, visto que os obesos passam a maior parte do tempo isolado, além disso, o isolamento causa estresse que acaba agravando mais o problema. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o isolamento contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à constituição de um mundo melhor. Destarte, o Poder público deve promover campanhas públicas relacionadas a educação alimentar e a pratica de atividades físicas, incitar essa pratica através de maratonas de corridas, academias públicas ao ar livre, de forma que seja acessível a toda a população. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate as doenças mentais, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.