Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 30/06/2021

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é caracterizada pelo excesso de gordura corporal, em uma quantidade que gere prejuízos à saúde. Dessa forma, um estilo de vida seden- tário atrelado ao consumo excessivo de alimentos industrializados, faz com que seja crescente o número de brasileiros diagnosticados com obesidade. Infelizmente, junto ao sobrepeso vem o precon-    ceito para com as pessoas gordas, denominado de gordofobia. Essa antipatia é caracterizada pela estigmação e aversão às pessoas gordas e obesas, ação que prejudica a vida desses indivíduos e sua busca por uma vida saudável.

Nesse contexto, é notório que os índices de obesidade crescem no Brasil, visto que dados coletados pelo Ministério da Saúde afirmam que cerca de 32% da população adulta brasileira apresenta sobrepeso.  Dessa maneira, a obesidade, associado a um estilo de vida sedentário e uma má alimentação, desenvolve diversas doenças secundárias como,  pressão alta, diabetes, baixa capacidade aeróbica dentre outros prejuízos à saúde. Infelizmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, atualmente, apenas o tratamento cirúrgico para a obesidade, por meio da cirurgia bariátrica, em que cerca de 13 milhões de brasileiros esperam pelo procedimento, um número incompatível com a capacidade de atendimento do sistema de sáude. Assim, o tratamento clínico para a obesidade é muito importante, pois além de amenizar a fila de espera pela cirurgia bariátrica, faz com que o paciente mude seus hábitos e passe a ter uma vida realmente mais saudável. Infelizmente, porém, há a gordofobia, que aumenta as dificuldades da jornada rumo a cura da obesidade.

Assim, é notório que a pessoa obesa enfrenta diversas dificuldades, dentre elas, o preconceito. Um estudo realizado em Harvard acompanhou crianças com excesso de peso durante 12 anos. Ao longo do estudo, observou-se que crianças que sofriam bullying tiveram mais dificuldade em perder peso do que aquelas que se sentiam bem com seu próprio corpo. Assim, verificou-se que a gordofobia pode ser tão prejudicial quanto uma alimentação desequilibrada ou o sedentarismo, levando o paciente, inclusive, a desenvolver depressão e distúrbios alimentares. É importante mencionar a criação do movimento ‘‘Corpo positivo’’, que foi criado nas redes sociais, promovendo uma relação positiva com o próprio corpo, incentivando a autoestima e aceitação corporal, que contribuem para o combate à gordofobia.

Visto que a obesidade ainda é um problema para a saúde brasileira, é preciso que o Ministério da Saúde promova a conscientização da população, por meio de anúncios publicitários e campanhas nas Unidades Básicas de Saúde das cidades, com o acompanhamento médico necessário para o tratamen-to clínico da obesidade, com finalidade de promover uma melhor qualidade de vida aos brasileiros.