Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 07/07/2021
Apesar de a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 196, garantir que a saúde é um direito de todos e dever do Governo, nota-se que essa prerrogativa não é a realidade de muitos brasileiros, que acabam adquirindo produtos menos saudáveis devido ao seu baixo custo e, consequentemente, tendo uma má alimentação, que pode vir a causar problemas de saúde como a obesidade, por exemplo. Além disso, o sedentarismo também contribui para o elevado número de pessoas com sobrepeso e, até mesmo, obesas. Portanto, são necessárias medidas governamentais e midiáticas para combater os desafios da obesidade no Brasil contemporâneo.
Em primeira análise, é fato que a obesidade no Brasil está ligada à alimentação pouco saudável de grande parte da sociedade. A pandemia tem uma enorme influência nesse cenário, visto que muitos perderam seus empregos ou tiveram seus salários reduzidos e, por isso, optam por alimentos menos nutritivos e, em contrapartida, altamente calóricos. Dessa forma, fica evidente a necessidade de intervenção do Governo, uma vez que o artigo 6º da Constituição Federal dá direito à alimentação segura, ou seja, que não venha a acarretar problemas de saúde ao indivíduo.
Ademais, o sedentarismo é outro fator que contribui para o alto número de obesos. Muitos brasileiros negligenciam a importância da prática de atividades físicas e se tornam reféns de suas rotinas agitadas, transformando em realidade o pensamento do sociológo Hartmunt Rosa quando afirma que a sensação de pressa é essencial para compreender a modernidade. Ainda nesse viés, ressalta-se que a realização de exercícios físicos é imprescindível no combate à obesidade, principalmente, quando aliado à boa alimentação.
Dessa forma, pode-se inferir que são necessárias mudanças de hábitos alimentares da sociedade que, aliadas ao desempenho de atividades físicas, podem diminuir os indíces de obesidade no Brasil contemporâneo. Sendo assim, cabe ao Governo, através do Ministério da Saúde, a veiculação de peças publicitárias sobre a importância de uma alimentação saudável, bem como as consequências do sedentarismo para a saúde do ser humano de forma a mudar o pensamento do brasileiro. Outrossim, a mídia deve promover, por meio das redes sociais, campanhas que abordem os benefícios de se exercitar, a fim de incentivar adultos e adolescentes. Só assim, o que é garantido na Constituição Federal será realidade e o pensamento de Hartmunt Rosa será desmitificado.