Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 13/07/2021
Promulgada pela ONU em 1948, uma Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à igualdade, saúde e bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que empecilhos relacionado a obesidade e ao sobrepeso encontra-se efetivado na sociedade. Desse modo, uma inoperância estatal em consonância com o preconceito são os principais pilares dos conflitos.
Primeiramente, vale salientar a negligência governamental como impulsionadora da problemática. Nesse sentido, falta especialistas como psicólogos, nutricionistas e endocrinologistas nos postos de saúde para atender a população com sobrepeso. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, vale ressaltar a gordofobia, aversão a pessoas acima do peso, como perpetuadora do impasse. Por essa perspectiva, segundo o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise do ser humano, as pessoas buscam uma sociedade tão homogênea que o diferente torna-se alvo de exclusão. Sob essa ótica, denota-se que, obesos são constantemente vítimas de xingamentos e são vistos como pessoas doentes, pois não segue o padrão de corpo magro que a sociedade prega. Assim, acabam marginalizados e julgados pelos demais grupos.
Portanto, com intuito de mitigar os impasses relacionados a obesidade e ao sobrepeso, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídio para o Ministério da Saúde reverta essa verba em contratação de profissionais, que, por meio de workshops nas escolas atenderia a população e informaria sobre a importância de cuidar da saúde e respeitar as diferenças. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em vigor completo.