Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 14/09/2021
A obra cinematográfica brasileira “Tá chovendo hambúrguer”, apresenta Flint como personagem principal - que tem o objetivo de garantir à todos os moradores da cidade a possibilidade de se alimentar-, começa a produzir grandes quantidades de hambúrgueres. Porém, a estratégia adotada por ele sugere um obstáculo à saúde, pois pode favorecer à quadros de obesidade e sobrepeso. Isso porque, uma má alimentação e o consumo excessivo de alimentos pouco nutritivos, somado ao preconceito praticado pela sociedade, funcionam como estigmas ao contexto social e simbolizam ferramentas ineficientes na promoção da salubridade. Sendo assim, urge a necessidade de se debater o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil e a discriminação a ela relacionada.
A princípio, é inegável que um dos principais embates da saúde é a má alimentação e o consumo exagerado de alimentos com baixo teor nutricional. Isso porque, mesmo com o grande avanço das pesquisas, as quais mostram o perigo que esse fato traz a vida, o advento da Revolução Industrial exigiu uma rotina mais acelerada e, dessa forma, alimentos industrializados e de rápido preparo se tornaram frequentes no cardápio dos brasileiros, ganhando prioridade de consumo. Essa situação desastrosa influencia negativamente na longevidade social, que muitas vezes não consegue remediar a situação, configurando um entrave sanitário.
Outrossim, alguns quadros de sobrepeso e obesidade estão ligados às questões genéticas ou efeitos biológicos. Segundo a OMS, cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo sofrem com essas doenças por fatores hereditários. Infelizmente, essa nefasta problemática nem sempre é reconhecida pela sociedade, a qual passa a julgar e discriminar indivíduos, muitas vezes, pela sua aparência não-padrão. Em virtude dessa abordagem, fica nítido que o preconceito pela falta de informação e a pressão social a uma estética modelo é extremamente cruel e precisa urgentemente ser abolida.
Diante do exposto, verifica-se a necessidade de solucionar tanto a saúde quanto o preconceito. Para isso, a mídia televisiva, em parceria com a OMS e a OMC deve divulgar sobre a importância de uma boa alimentação além de incentivar a produção de novos mantimentos para consumo da população que já carrega essa enfermidade. Dessa maneira, muitas doenças serão evitadas e outras serão tratadas, preservando e considerando mais a vida e encerrando os preconceitos.